Passo a passo da Obra

Fachada

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Já que esta semana ainda estou devendo escrever um post mais elaborado para vocês e já que recentemente não dividi as ideias da identidade visual aqui, e no lugar postei os estudos de fachada, vou me relegar a somente atualizá-los com os desenhos que chegaram hoje para a minha aprovação de acabamentos.

Querem saber qual é o piso previsto nessa entrada? O Castelatto Ekko Castanho. Já as paredes são brancas e, ainda a decidir, serão provavelmente sem textura.

Esta semana estou fechando contratos importantes, o de fornecedor da estrutura da cozinha (bancadas, refrigeração, ilha de cocção, coifas), o do fornecedor das câmaras frias e o do monta-cargas. Os prazos de entregas e montagem são bem longos e o fim do ano se aproxima. Melhor eu correr com isto. Assim, tenho me deparado mais com números do que com letras ultimamente e tenho certeza que ninguém que ver aqui publicada uma planilha de EXCEL… ou quer?

Desenhos são mais simpáticos, não?

2 meses

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Se hoje o blog completa 2 meses também há 2 meses que o restaurante está em obras. Se andou bem ou mal só engenheiros podem opinar, eu prefiro acreditar que o ritmo está razoável, afinal de contas já consegui ver algumas paredes.

Sabem o que são elas? Os banheiros!

Tá bom vai, também já tem um pedacinho do bar. Aliás, com o bar dá pra animar mais do que com os banheiros, ou não?

Na vertical

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Faz um tempo que não posto fotos da obra. Não me empolgo porque os dias se vão e para olhos leigos pouco parece ter mudado. Mas hoje percebi que o trabalho começou a sair do piso/fundação e passou para a vertical. Será que agora deslancha?

Meu engenheiro continua me garantindo que entrega a obra em novembro e meu cronograma continua contando com esta data. Quem acredita?


Fotos da Obra

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Para quem ainda não é nosso amigo no Facebook e não tem acompanhado as fotos do canteiro de obras, resolvi fazer uma retrospectiva desse último mês.

Um pouco cedo para retrospectivas? Talvez, mas como eu nunca pensei que ia conseguir ter a disciplina de escrever um BLOG, o fato dele ter completado um mês de existência no sábado passado já me deixou animada.

Já as fotos… Não é tão animador o andamento das obras, ou é?

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04-agosto

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11-agosto

16-agosto

Celebrate good times c’mon

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Esse blog se iniciou exatamente no dia em que começaram os trabalhos da fundação do restaurante, com a entrada das estacas strauss no terreno. Então eu não podia deixar de informar aqui que hoje esta primeira etapa do trabalho foi finalizada (não precisa fazer as contas, eu já fiz: após 22 dias, ou ainda após 17 dias úteis de trabalho).

A boa notícia para os vizinhos é que o barulho irá diminuir sensivelmente! Para mim e para os nossos operários, é que a lama também vai diminuir e o nosso cronograma caminhar! Já posso até ouvir a resposta de uma amiga querida a essa notícia: Celebrate good times c’mon!

E por falar em amigos, nesse dia “histórico” recebi mais uma visita de um amigo na obra. Será que eu devia ter avisado para ele esperar mais uns dois dias para fazer a visita e evitar sair de lá com o tênis imundo de lama?

 

Será que realmente seca até amanhã?

Na rota da Força Sindical: você tem fome de que?

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Em teoria sou favorável a qualquer tipo de associação de classe e manifestações populares como forma de assegurar a democracia. Em teoria… Na prática muitas das manifestações que vejo por aí, ainda que legítimas, pouco me agradam pois o desvio e a manipulação do poder, mesmo o popular, me parece mais regra do que exceção.

Mas isso não é uma crítica à Força Sindical. Pouco sei do seu trabalho, dos seus objetivos e da sua eficácia. Posso até dizer que qualquer julgamento que eu faça seja preconceituoso pois baseado nas poucas experiências (bem negativas) que tive com certos sindicatos com falta de profissionalismo e ética. Mas estou ciente de que não posso generalizar condutas baseada em poucas experiências práticas.

Fato é que ontem me incomodei mais do que o normal com a passeata da Força Sindical que tomou parte das ruas de São Paulo. E o incômodo é egoista mesmo, fazer o que? Ainda que a minha vontade individual de ir e vir não possa se sobrepor a esse direito coletivo de manifestação, creio que não só eu mas milhares de outros paulistanos foram muito prejudicados com as ruas da cidade paradas e isso me deixou bem estressada. Aliás, perguntar não ofende, porque essas passeatas não ocorrem no fim de semana?

Agora o mais incrível foi eu perceber que o restaurante está exatamente na rota dos manifestantes. Vá lá, pegue o mapa: se eles saíram do Pacaembu em direção à Avenida Paulista e depois quiseram chegar na Assembléia Legislativa de São Paulo, qual o caminho que tomaram? Ora, ora, desceram pela Rua Joaquim Eugênio de Lima e viraram à esquerda na Rua Caconde.

Bom, isso significa que milhares de pessoas passaram pela minha obra ontem, milhares menos eu que não consegui chegar nem perto! Espero que dá próxima vez o restaurante já esteja funcionando para eu alimentar aqueles que tem fome de “justiça”! Ou seria melhor a fome de comida mesmo!

Estátuas de argila

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Quem viu algumas das fotos da obra civil que já postei deve ter percebido a lama que se forma enquanto a fundação do restaurante vem sendo implantada (aliás, da qual já estou bem protegida com minhas botas de borracha).

Não sei se fui muito ingênua a imaginar que a lama se formava pela abundância de água em algum lençol freático atingido pela perfuração, mas o aguaceiro é, em verdade, induzido. Para que as estacas possam penetrar os 10 metros de solo ditos necessários pelo calculista, muita água é derramada já que o terreno argiloso só cede aos esforços após diluído em muita água.

Claro que após essa fala me transportei para a minha infância. Puxa! Quantas vezes não me sujei ao tentar criar esculturas de argila; por quantas horas eu não trabalhei a argila fria em minhas mãos só pelo prazer de lambuzar tudo com água para recomeçar o trabalho escultural com um cem número de novas possibilidades de formas. E o aroma da terra molhada? E toda aquela argila impregnada embaixo das unhas? Mais lúdico impossível! Ainda que, no meu caso, o prazer caminhasse de mãos dadas com a frustração da não materialização perfeita dos objetos formados na minha cabeça (meu forte nunca foram as artes plásticas que eu tanto admiro).

Tais memórias me fizeram olhar com mais simpatia toda aquela sujeira no canteiro de obras e, principalmente, nas roupas dos operários, quase um pontada de inveja se a realidade adulta em certos pontos não se distanciasse tanto das brincadeiras infantis.

Pois é, porque essa realidade logo bate à porta, e quando a encaramos percebemos o inevitável: se estamos usando toda essa água na obra a conta deve vir bem salgada esse mês não? Vale lembrar que sem gastar qualquer insumo, com a casa totalmente fechada, a conta de água já somava aproximadamente R$ 54,00…

E diante dessa realidade nem adianta fazer a dança da chuva pra dividir a conta final com a natureza. Os engenheiros afirmam que operários não trabalham na chuva e por isso tenho sorte de estar nessa fase inicial numa época de secas.

Ahhh a infância… aposto que as crianças correriam felizes em direção à chuva com um cem números de brincadeiras possíveis em tanta lama!