Passo a passo da Obra

Fotos da Obra

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Para quem ainda não é nosso amigo no Facebook e não tem acompanhado as fotos do canteiro de obras, resolvi fazer uma retrospectiva desse último mês.

Um pouco cedo para retrospectivas? Talvez, mas como eu nunca pensei que ia conseguir ter a disciplina de escrever um BLOG, o fato dele ter completado um mês de existência no sábado passado já me deixou animada.

Já as fotos… Não é tão animador o andamento das obras, ou é?

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Celebrate good times c’mon

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Esse blog se iniciou exatamente no dia em que começaram os trabalhos da fundação do restaurante, com a entrada das estacas strauss no terreno. Então eu não podia deixar de informar aqui que hoje esta primeira etapa do trabalho foi finalizada (não precisa fazer as contas, eu já fiz: após 22 dias, ou ainda após 17 dias úteis de trabalho).

A boa notícia para os vizinhos é que o barulho irá diminuir sensivelmente! Para mim e para os nossos operários, é que a lama também vai diminuir e o nosso cronograma caminhar! Já posso até ouvir a resposta de uma amiga querida a essa notícia: Celebrate good times c’mon!

E por falar em amigos, nesse dia “histórico” recebi mais uma visita de um amigo na obra. Será que eu devia ter avisado para ele esperar mais uns dois dias para fazer a visita e evitar sair de lá com o tênis imundo de lama?

 

Será que realmente seca até amanhã?

Na rota da Força Sindical: você tem fome de que?

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Em teoria sou favorável a qualquer tipo de associação de classe e manifestações populares como forma de assegurar a democracia. Em teoria… Na prática muitas das manifestações que vejo por aí, ainda que legítimas, pouco me agradam pois o desvio e a manipulação do poder, mesmo o popular, me parece mais regra do que exceção.

Mas isso não é uma crítica à Força Sindical. Pouco sei do seu trabalho, dos seus objetivos e da sua eficácia. Posso até dizer que qualquer julgamento que eu faça seja preconceituoso pois baseado nas poucas experiências (bem negativas) que tive com certos sindicatos com falta de profissionalismo e ética. Mas estou ciente de que não posso generalizar condutas baseada em poucas experiências práticas.

Fato é que ontem me incomodei mais do que o normal com a passeata da Força Sindical que tomou parte das ruas de São Paulo. E o incômodo é egoista mesmo, fazer o que? Ainda que a minha vontade individual de ir e vir não possa se sobrepor a esse direito coletivo de manifestação, creio que não só eu mas milhares de outros paulistanos foram muito prejudicados com as ruas da cidade paradas e isso me deixou bem estressada. Aliás, perguntar não ofende, porque essas passeatas não ocorrem no fim de semana?

Agora o mais incrível foi eu perceber que o restaurante está exatamente na rota dos manifestantes. Vá lá, pegue o mapa: se eles saíram do Pacaembu em direção à Avenida Paulista e depois quiseram chegar na Assembléia Legislativa de São Paulo, qual o caminho que tomaram? Ora, ora, desceram pela Rua Joaquim Eugênio de Lima e viraram à esquerda na Rua Caconde.

Bom, isso significa que milhares de pessoas passaram pela minha obra ontem, milhares menos eu que não consegui chegar nem perto! Espero que dá próxima vez o restaurante já esteja funcionando para eu alimentar aqueles que tem fome de “justiça”! Ou seria melhor a fome de comida mesmo!

Estátuas de argila

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Quem viu algumas das fotos da obra civil que já postei deve ter percebido a lama que se forma enquanto a fundação do restaurante vem sendo implantada (aliás, da qual já estou bem protegida com minhas botas de borracha).

Não sei se fui muito ingênua a imaginar que a lama se formava pela abundância de água em algum lençol freático atingido pela perfuração, mas o aguaceiro é, em verdade, induzido. Para que as estacas possam penetrar os 10 metros de solo ditos necessários pelo calculista, muita água é derramada já que o terreno argiloso só cede aos esforços após diluído em muita água.

Claro que após essa fala me transportei para a minha infância. Puxa! Quantas vezes não me sujei ao tentar criar esculturas de argila; por quantas horas eu não trabalhei a argila fria em minhas mãos só pelo prazer de lambuzar tudo com água para recomeçar o trabalho escultural com um cem número de novas possibilidades de formas. E o aroma da terra molhada? E toda aquela argila impregnada embaixo das unhas? Mais lúdico impossível! Ainda que, no meu caso, o prazer caminhasse de mãos dadas com a frustração da não materialização perfeita dos objetos formados na minha cabeça (meu forte nunca foram as artes plásticas que eu tanto admiro).

Tais memórias me fizeram olhar com mais simpatia toda aquela sujeira no canteiro de obras e, principalmente, nas roupas dos operários, quase um pontada de inveja se a realidade adulta em certos pontos não se distanciasse tanto das brincadeiras infantis.

Pois é, porque essa realidade logo bate à porta, e quando a encaramos percebemos o inevitável: se estamos usando toda essa água na obra a conta deve vir bem salgada esse mês não? Vale lembrar que sem gastar qualquer insumo, com a casa totalmente fechada, a conta de água já somava aproximadamente R$ 54,00…

E diante dessa realidade nem adianta fazer a dança da chuva pra dividir a conta final com a natureza. Os engenheiros afirmam que operários não trabalham na chuva e por isso tenho sorte de estar nessa fase inicial numa época de secas.

Ahhh a infância… aposto que as crianças correriam felizes em direção à chuva com um cem números de brincadeiras possíveis em tanta lama!

Mas é um restaurante ou la Sagrada Família?

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Esse post é patrocinado!

Não, não, claro que não recebi verbas da Fundació Sagrada Família. Também não tenho audiência suficiente para ser agraciada com verbas de qualquer fonte, mas a frase acima não é minha e o amigo que a disse acabou por patrocinar a ideia para este post. Com perfeita síntese ele conseguiu expressar meus sentimentos.

Como o projeto do restaurante surgiu em agosto de 2009, hoje, passados mais de dois anos, a sensação que corriqueiramente me assombra é de que se trata de uma construção “quase” sem fim.

Tudo bem, como eu mesma já relatei aqui no blog, a obra de construção civil não começou há um mês completo (isso se eu não considerar a demolição da estrutura anterior e a terraplenagem como a obra em si); mas uso aqui a expressão “construção do restaurante” como um todo e não só para me referir à obra de construção civil.

De qualquer forma, fato é que visitar a obra civil diariamente só corrobora esta ideia. Às vezes nem percebo o que mudou de um dia para o outro no canteiro de obras. Não estou desmerecendo o trabalho de minha equipe, são meus olhos de leiga que facilmente se enganam e a minha ansiedade que me cega.

Sei que muito tem sido feito, mas duas estacas por dia pra uma estrutura com vinte e sete não é lá uma velocidade de cruzeiro…

Mas eu também não visito “la Sagrada Família” todo dia para mal comparar, né?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Visitando o “canteiro de obras” catalão em junho de 2011… Nada mal, muitas diferenças observadas em relação à minha primeira visita (OK, foi em 2005).

Gaudí, mais genial impossível.

Mas que tipo de restaurante é esse moço?

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Vou todos os dias visitar a obra do restaurante. Chego lá, cumprimento o encarregado, pergunto como está o andamento, se algum problema surgiu, dou uma olhada geral, uma circulada pela área até meus sapatos ficarem bem sujos e começo a tirar fotos.

Um relato constante é sobre a curiosidade dos vizinhos. Todos querem saber que tipo de restaurante lá vai se instalar. E a má notícia é que eu demorei quase um mês para escrever o conceito do meu restaurante no meu “business plan”, venho há mais de quatro meses trabalhando no cardápio e ainda não sei responder a essa pergunta com facilidade, muito menos com síntese.

Quem sofre são os obreiros que lá trabalham e são alvo da curiosidade. Dei uma dica pra eles, falem que é cozinha contemporânea, comida variada e, claro, muito boa! Mas será que realmente meu restaurante se encaixa neste amplo conceito? E será que um conceito tão amplo traz alguma luz aos meus curiosos vizinhos?

Aliás, qual a melhor forma de descrever em poucas palavras um restaurante? Acredito que certamente depende do destinatário da resposta. Posso classificá-lo segundo o tipo de serviço, certo? A diferença entre buffet e a la carte é facilmente compreendida. Posso classificá-lo segundo seu ambiente e tíquete médio também, não? Ou o melhor é sempre descrevê-lo segundo a comida servida?

Mas e se a comida não é típica ou étnica, como explicar? Cabe classificá-lo pela técnica utilizada ou ainda pelo conceito explorado no desenvolvimento do cardápio ou isso é já querer complicar demais um simples e saboroso prato de comida?

Me arrepio quando preciso teorizar e classificar algo tão fundamental quanto a alimentação. Não que eu despreze o estudo científico da hospitalidade e da gastronomia, pelo contrário… Mas tudo tem o seu palco e a audiência correta.

No dia-a-dia, perante o público em geral, perante os clientes que procuram um restaurante para se alimentar e se divertir, acredito na postura daqueles cozinheiros e “restauranters” que não se levam tão a sério. Por isso que sempre cito o trecho de um livro que conta sobre o grande Chef Thomas Keller a proclamar exatamente este pensamento afirmando “This is not religion. It is food”.

Meus heróis!

E o barulho?

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Talvez a pior coisa do início de uma obra seja o barulho que ela gera e, consequentemente, o incômodo provocado na redondeza. Respeitar as datas e os horários definidos em lei para a execução de uma obra é um dever mas, de fato, o mínimo de consideração que temos de ter com nossa vizinhança.

Mesmo com um cronograma apertadíssimo e um tanto atrasado, fico feliz de poder, neste início de obra onde o barulho é mais intenso, parar a sua execução bem antes do horário exigido pela lei, e com isso dar uma certa paz aos meus vizinhos.

O que não tenho ingerência é sobre o horário de circulação de caminhões e de entrega de materiais. Graças a uma outra lei, isto deve ocorrer à noite. Caminhões circulando geram barulho, caminhões descarregando material pesado de obra geram barulho. O que me cabe é contratar fornecedores bem referendados e exigir que as entregas sejam feitas de forma a causar o menor incômodo possível, além de pedir um pouco de paciência aos meus vizinhos… (e agradecer ao fato de que entregas não são frequentes e são rápidas).

Não é novidade que viver em grandes cidades é conviver com uma poluição sonora muitas vezes prejudicial à saúde. Felizes aqueles que podem se refugiar em locais calmos e quietos para recobrar as energias gastas no dia-a-dia entre carros, ônibus, caminhões e obras.

Quando penso em refúgios me vejo deitada numa grama bem verde ouvindo o som da brisa e o canto de um ou outro passarinho que insiste em me acordar (OK, piegas). Talvez no alto verão eu pense naquela praia deserta em que o único som é o das ondas a quebrar (OK, piegas ao quadrado). Mas não posso mentir que meu outro refúgio é aquele em que o burburinho é constante, se ouve o estalar de uma ou outra risada por aqui e por ali, temos o som de copos a saudar e talheres a raspar na louça e, quando me concentro, ouço o perfeito estalar provocado por um alimento deliciosamente crocante…

Cada qual com o seu refúgio não?

Aliás, acredito que para muitos a Igreja seja um refúgio, por isso mesma fiquei surpresa quando, lendo sobre o assunto no site da Prefeitura de São Paulo, descobri uma tabela informando a origem do barulho na cidade. Lê-se que as igrejas produzem mais barulho (em termos percentuais) que obras! Talvez a qualidade de vida do corpo não seja a mesma que a da alma…

dados de 2009:

  • Poluição Sonora – 53%
  • Fechamento de bar após à 1h – 19%
  • Igrejas – 11%
  • Obras – 9%
  • Diversos – 8%

(fonte http://www.prefeitura.sp.gov.br)


Aprendendo a criar um Blog. Cadê as fotos?

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Ainda estou na fase de aprender a mexer neste blog, o que posso fazer, configurar e customizar.

E pra testar se já adquiri conhecimentos suficientes pra deixar os posts mais interessantes, preciso saber se consigo postar fotos!

Sim! Porque com o bombardeio de informações que recebemos, ninguém tem paciência de ficar realmente lendo tanto blog por aí.

E a foto inaugural obviamente tem que ser a foto do “antes” da casa que abrigará o restaurante. O seu “look” original, tal como a comprei e, na época, batizei de “La casita”.

A saga da compra da casa vou contar num post específico, hoje é sexta-feira e em homenagem à ansiedade pelo final de semana que se aproxima, não vou escrever mais nada e sim mandar ver nas fotinhos! 

Seu “look” em fase inicial de obras, limpando o terreno…

E a situação no dia de hoje… Um pouco bagunçadinha essa obra!

 

Cadê o feminino?