E o barulho?

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Talvez a pior coisa do início de uma obra seja o barulho que ela gera e, consequentemente, o incômodo provocado na redondeza. Respeitar as datas e os horários definidos em lei para a execução de uma obra é um dever mas, de fato, o mínimo de consideração que temos de ter com nossa vizinhança.

Mesmo com um cronograma apertadíssimo e um tanto atrasado, fico feliz de poder, neste início de obra onde o barulho é mais intenso, parar a sua execução bem antes do horário exigido pela lei, e com isso dar uma certa paz aos meus vizinhos.

O que não tenho ingerência é sobre o horário de circulação de caminhões e de entrega de materiais. Graças a uma outra lei, isto deve ocorrer à noite. Caminhões circulando geram barulho, caminhões descarregando material pesado de obra geram barulho. O que me cabe é contratar fornecedores bem referendados e exigir que as entregas sejam feitas de forma a causar o menor incômodo possível, além de pedir um pouco de paciência aos meus vizinhos… (e agradecer ao fato de que entregas não são frequentes e são rápidas).

Não é novidade que viver em grandes cidades é conviver com uma poluição sonora muitas vezes prejudicial à saúde. Felizes aqueles que podem se refugiar em locais calmos e quietos para recobrar as energias gastas no dia-a-dia entre carros, ônibus, caminhões e obras.

Quando penso em refúgios me vejo deitada numa grama bem verde ouvindo o som da brisa e o canto de um ou outro passarinho que insiste em me acordar (OK, piegas). Talvez no alto verão eu pense naquela praia deserta em que o único som é o das ondas a quebrar (OK, piegas ao quadrado). Mas não posso mentir que meu outro refúgio é aquele em que o burburinho é constante, se ouve o estalar de uma ou outra risada por aqui e por ali, temos o som de copos a saudar e talheres a raspar na louça e, quando me concentro, ouço o perfeito estalar provocado por um alimento deliciosamente crocante…

Cada qual com o seu refúgio não?

Aliás, acredito que para muitos a Igreja seja um refúgio, por isso mesma fiquei surpresa quando, lendo sobre o assunto no site da Prefeitura de São Paulo, descobri uma tabela informando a origem do barulho na cidade. Lê-se que as igrejas produzem mais barulho (em termos percentuais) que obras! Talvez a qualidade de vida do corpo não seja a mesma que a da alma…

dados de 2009:

  • Poluição Sonora – 53%
  • Fechamento de bar após à 1h – 19%
  • Igrejas – 11%
  • Obras – 9%
  • Diversos – 8%

(fonte http://www.prefeitura.sp.gov.br)


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3 opiniões sobre “E o barulho?

    Fernando De Souza. disse:
    01/08/2011 às 11:08 AM

    Ola Fernanda, tenho um cardapio pronto pra degustacao. Parece que a obra continua firme nao contando com a lama. Esperandos seu contato.Esta semana tento dar uma passada por ai.

      MIMO Restaurante disse:
      01/08/2011 às 8:47 PM

      OK, me avise quando for passar e combinamos de nos encontrar porque não fico o tempo todo na obra. Quarta vou estar novamente com a Ana e vou tentar marcar com ela uma data. Abraços.

    Celebrate good times c’mon « MIMO Restaurante disse:
    04/08/2011 às 8:59 PM

    […] boa notícia para os vizinhos é que o barulho irá diminuir sensivelmente! Para mim e para os nossos operários, é que a lama também vai […]

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