O desafio da carta de vinhos

Publicado em Atualizado em

Um assunto para mim que é prazeroso e assustador ao mesmo tempo é o serviço do vinho. Não tenho dúvidas que servirei vinhos em meu restaurante, mas pouco pensei sobre como formatar a carta de vinhos; talvez por simplesmente não saber por onde começar ou ainda por temer sair por aí a perguntar sobre o assunto. Me assusta a quantidade de enólogos e especialistas a palpitar (tenho um ou outro amigo sommelier que me prometeu ajuda nessa árdua tarefa de montar a carta de vinhos, mas será que posso cobrá-los?).

Eu sou daquelas que adora tomar vinho, já fiz disso um hábito, mas pouca paciência tenho para ler e estudar a respeito. Até me esforço, viu? Já fiz mais de um curso básico de enologia, já li alguns livros, mas não importa, está ai uma ciência que meu cérebro não se empolga em memorizar e querer desvendar.

Posso só beber? Não! Amigos e familiares sempre me pedem pra escolher o vinho, não importa a ocasião. Respiro fundo, tento lembrar de uma ou outra lição, de algum vinho que me surpreendeu mundo adentro ou afora, mas minha memória é tão falha… Um dia eles descobrem a minha farsa e perco este posto para alguém mais preparado.

Fato é que costumo confiar muito na opinião dos sommeliers dos restaurantes que frequento e quase nunca me decepcionei. Mas não me perguntem quais foram os vinhos que não me decepcionaram, se sou péssima para guardar nomes 100% sóbria, como alguém quer que eu lembre, justamente após beber, o nome do vinho ou do produtor ou da safra que tomei na noite passada e achei maravilhoso? Só guardo o país, não tá bom?

Por tudo isso que venho postergando qualquer definição sobre os vinhos. OK, talvez já seja um começo destinar o espaço reservado para a armazenagem desses vinhos no lay-out do restaurante. E isso eu já sei. Depois de muito mexer na planta de arquitetura acabei com uma área definida que suportará a colocação de duas adegas (dessas pré-fabricadas)  que comportam aproximadamente 190 garrafas cada qual.

E isso é suficiente?

Sinceramente? Não faço a mínima ideia, mas terá que ser. Essa restrição já traz mais objetividade ao trabalho de montar a carta que penso deva ser sucinta e refletir a vocação que quero imprimir ao restaurante.

Apesar da notícia ser velha, li por esses dias que um restaurante italiano de Londres se valeu das mídias sociais para montar a sua carta de vinhos. Isso ocorreu em 2009. Me parece que escolheram 6 especialistas para experimentar uma lista de possíveis vinhos e criar a sua lista, depois colocaram vídeos de cada um deles defendendo seu ponto de vista para votação aberta ao público. Interessante, não?

Gostei da ideia da interatividade. Enquanto não penso em qual o segundo passo que tenho que dar após a compra das adegas, vou pensar em uma forma de fazer vocês, leitores do blog, ajudarem! Gratifica-se com… vinho!

E pra começar a dar água na boca vou postar uma receitinha de um coquetel feito com champagne ou vinho espumante que adoro! Anotem:

“Lemon Rosé Bellini” (receita tirada do livro 101 champagne cocktails, de Kim Haasarud)

1 colher de sopa de sorbet de limão siciliano (pode ser o Tahiti também, gosto dos dois)

15 ml de vodka citrus (também pode usar a normal, você realmente tem paladar pra sentir a diferença no drink? eu não)

120 ml de champagne rosé (OK champagne é champagne, não vinho espumante rosé, mas dependendo do seu orçamento você faz a sua escolha)

2 framboesas inteiras para guarnição.

Numa coqueteleira coloque o sorbet, a vodka e um pouco de gelo picado. Mexa bem (shake it baby!). Junte a champagne e dê uma leve misturada (você não vai querer perder todas as bolhinhas, vai?). Despeje numa taça gelada, coando os resíduos do gelo. Mergulhe as framboesas no copo.

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3 opiniões sobre “O desafio da carta de vinhos

    MIMO Restaurante disse:
    02/08/2011 às 7:49 PM

    esqueci de citar o crédito das imagens: Google Images!

    […] já falei aqui no blog que pouco estudei sobre vinhos, num esforço para aprender algo sobre uma bebida que faz parte de muitas das minhas refeições e […]

    […] (e não só popular) quanto o vinho. Aliás se eu já falei da minha dificuldade de montar uma carta de vinhos, imaginem uma de […]

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