Gás ou Eletricidade?

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Muitos dos equipamentos de uma cozinha profissional podem ser alimentados tanto por gás como por eletricidade. Desde fritadeiras e salamandras, até fornos combinados, cabe tomar uma decisão quanto ao tipo de equipamento a ser instalado na cozinha.

Eu gostaria de tomar esta decisão levando em consideração alguns aspectos: o mais econômico sob o ponto de vista estritamente financeiro; o mais “ecologicamente” correto, ou seja, o que afeta de maneira menos impactante o meio ambiente; o que possui maior vida útil; e o que poderá deixar menos a cozinha “na mão” tendo em vista falta de fornecimento da energia.

Quem mora na Cidade de São Paulo deve se lembrar de muitas ocasiões em que “faltou a luz”. Considerado este aspecto unicamente, o gás é uma melhor solução e por isso mesmo minha decisão já tende para este lado. Mas antes de tomar a decisão definitiva tentei pensar a respeito dos demais aspectos, cujas respostas não encontrei tão facilmente.

O fornecimento de energia elétrica na Cidade de São Paulo é feito tão somente pela concessionária AES/Eletropaulo, já o fornecimento de gás pode ser feito pela Comgás (gás natural de rua como conhecemos) ou ainda pela Ultragaz (gás de butijão). Este fato – a existência de “monopólio” de um lado e concorrência de outro – já indica a possibilidade de melhores tarifas (ou pelo menos possibilidade de negociação de melhores tarifas) quando se trata da aquisição do gás.

Mas se há a possibilidade de conseguir melhores tarifas no fornecimento de gás, será que este fato isolado não é superado pelo próprio consumo do equipamento? Em outras palavras será que a quantidade de gás e a quantidade de energia elétrica utilizada pelos equipamentos se comparam? A resposta é não. Consome-se mais gás do que eletricidade para se alcançar a mesma produção de energia. Ainda assim, segundo minhas contas de leiga, há certa economia com a utilização do gás.

O problema é que quando leio que um equipamento usa mais recursos naturais que outro para produzir a mesma energia isso me soa ecologicamente menos viável. E qual recurso é renovável? A energia elétrica que vem das hidrelétricas, certo? Não encontrei nenhum estudo comparativo cujo enfoque fosse o impacto ambiental de uma e outra energia. Pelo menos não brasileiro, e não posso usar as conclusões de um estudo americano a respeito já que lá a energia elétrica ainda vem muito do carvão!

A definição do tipo dos equipamentos impacta nos projetos complementares da obra, assim a decisão terá de ser tomada com as poucas informações que consegui coletar e as opiniões empíricas de quem já trabalhou em cozinhas com um ou outro tipo de equipamento. E ficou gás. E quer saber? Os equipamentos a gás são mais caros – porque possuem mais itens de instalação, como sistemas de segurança contra vazamento – mas fazer o que? Não há escolha que reúna o melhor dos mundos, há?


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Uma opinião sobre “Gás ou Eletricidade?

    Energia a preço justo « MIMO Restaurante disse:
    05/09/2011 às 5:14 PM

    […] já contei aqui que a maioria dos meus equipamentos de cozinha vão ser alimentados à gás e não à energia […]

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