Mês: Novembro 2011

Mais um aniversário e uma laje

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Se no começo dessa empreitada eu sonhava em comemorar o meu aniversário no restaurante, acreditava que, no pior cenário, pelo menos o aniversário do meu irmão poderia ser desfrutado no MIMO.

Já vi o quão otimista eu era, pois hoje meu irmão apaga suas velinhas e tudo o que posso oferecê-lo é um churrasco na laje. A escolher, pois já tenho as duas lajes prontas!

O que é mais animador é que a obra começa a ficar limpa, posso até aposentar minhas botas de borracha.

No alto de minha confiança, agora falta pouco (nem tanto).

 

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Água na Jarra

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Quem costuma viajar para o exterior já deve ter reparado uma grande diferença entre o serviço dos restaurantes de lá e de cá, que é o oferecimento de “tap water” (água da “torneira”) pelos garçons estrangeiros, normalmente sem qualquer custo, para o cliente.

Se isso é lei ou não lá fora não cabe aqui discutir, até porque são muitos países e muitas legislações. O fato é que a jarra de água da torneira (filtrada sim) é comum e aos poucos (bem aos poucos) vem se tornando “moda” aqui em São Paulo.

Quando optei por abrir um restaurante logo me resolvi por oferecer esta água filtrada da torneira aos clientes. Até o estudo do lay-out da jarra já fiz.

Claro que como uma empresária que visa ter lucro (e, repito o que já falei neste blog, ter lucro não é feio, não é ganancioso, é necessário para movimentar a economia, dar empregos, etc.; o que é feio é agir sem ética, sem responsabilidade social, blábláblá) tive que pensar no impacto que isso trará à venda de outras bebidas, qual o custo que o restaurante terá que absorver por este serviço, ou se será necessário cobrar alguma pequena “taxa de água” para mantê-lo.

Independente dos estudos financeiros desse serviço, a decisão da água filtrada na jarra está tomada. E fico feliz não só em ver que mais e mais restaurantes estão aderindo a esta iniciativa, como principalmente ao  descobrir que existe um movimento criado por uma ONG que pretende incentivar o consumo da água filtrada em detrimento à água engarrafada.

Claro que o objetivo da ONG não é que os restaurantes ofereçam sempre de graça essa água para seus clientes. Isto é uma decisão de negócio de cada estabelecimento. Depende de cada qual avaliar o custo desse produto/serviço e a margem para absorvê-lo. O movimento disseminado pela organização tem a ver com a conscientização ambiental, ou seja, o consumo consciente de água e o destino das milhares de garrafas pet que são descartadas e nem sempre recicladas.

É algo a se pensar. Por isso mesmo resolvi compartilhar com vocês o trabalho realizado. Dêem uma olhada no site e participem!

Link: Água na Jarra

Fotografia

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Eu sou apaixonada por fotografia (por apreciá-las, não tirá-las). Tanto que decidi que todos os quadros do restaurante vão ser fotos. Fotos urbanas para combinar com o clima que eu pretendo dar à decoração.

E eis que dia desse me deparei com o site do Ballerina Project e quase morri.  Muitas das coisas que eu amo reunidas: fotografia + ballet (dancei balllet clássico minha infância e adolescência inteiras e hoje continuo dançando Flamenco) + Nova Iorque e Boston.

Não demorei muito e já comprei uma foto para o MIMO.

Esta será pendurada na porta do banheiro feminino. Gostaram?

Agora aceito indicações de fotos para o banheiro masculino, OK?

 

 

Bolinho de chuva

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Sempre fico melancólica com chuva. Tenho certeza que ciência, psicanálise ou outros ramos do conhecimento devem explicar a influência de um dia chuvoso no (mau) humor de uma pessoa. Mas não busco explicações e sim soluções.

Já devo ter contado aqui que não venho de uma família com tradição culinária. Não cresci vendo minhas avós e muito menos minha mãe na frente do fogão preparando receitas que passaram de geração a geração. Não passei minha infância indo a almoços dominicais intermináveis em que a “nona” cozinhava de tudo um pouco para engordar a prole.

Mas se me esforço um pouco, vem à memória uma ou outra ocasião em que minha avó paterna ainda tinha condições de fazer uma pequena guloseima para os netos. E sabe o que era? Bolinhos de chuva.

Eu já devia expressar muito bem meu mau humor nos dias chuvosos para a única lembrança culinária de minha infância serem os açucarados bolinhos de chuva. Posso até sentir o cheiro e começo a não achar este dia de hoje tão entediante.

O problema é que minha avó não deixou nenhum caderno de receitas de herança. Como será que ela fazia aquilo? Ainda bem que temos o Google e alguma avó por aí disseminou esta informação.

Vou testar uma das receitas que encontrei ainda hoje, afinal de contas a previsão do tempo não é animadora para os próximos dias, e menos animador é pensar que enquanto a chuva não cessar não posso concretar a segunda laje do restaurante.

 

Receita (ainda não testada) do site http://www.mdemulher.abril.com.br

Ingredientes

· 1/2 colher (chá) de fermento em pó
· 1 xícara (chá) de farinha de trigo
· 1/2 xícara (chá) de maisena
· 4 colheres (sopa) de açúcar
· 1 ovo
· 1/2 xícara (chá) de leite
· Açúcar e canela para polvilhar
· Óleo para fritar

Modo de preparo

Peneire todos os ingredientes secos e ponha em uma tigela. Faça um buraco no meio e junte o ovo batido (deve ser batido só para homogenizar a clara e a gema – um minutinho no fouet) e o leite.

Mexa até formar uma massa homogênea. Aqueça o óleo e, com uma colher, pingue a massa na frigideira. Frite os bolinhos aos poucos até dourarem e passe no açúcar e canela. Sirva os bolinhos quentes ou frios (bom eu comia quente e com muita canela).

Imagem do mesmo site: http://www.mdemulher.abril.com.br

4 meses, no primeiro andar

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Hoje é domingo e eu devia estar na ciclovia me exercitando (já vou.. já vou…).

Mas também hoje a obra do restaurante completa 4 meses. A expectativa inicial era fazer uma comemoração nesta data, afinal os primeiros cronogramas que me foram fornecidos diziam que minha obra duraria 4 meses o que significa que nesta exato momento eu estaria preocupada com acabamentos finos, decoração…

Lógico que isso não ocorreu. Lógico que após mudanças de engenheiros, empreiteiros, muita desorganização na obra (quando passar minha irritação sobre isso, quando estiver tudo resolvido, conto com mais detalhes e inclusive faço uma lista das coisas que eu não faria novamente se já tivesse passado por esta experiência), o prazo da minha obra foi para 8 meses e agora, se é que posso comemorar, devemos acender velas para a metade do processo (literalmente) pois estamos no primeiro andar e falta “bater” a segunda laje.

Só para não perder o costume, vamos às fotos.

Subindo…

 

A contratar…

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Segunda-feira é dia de balanço, ou melhor dizendo, de revisar a lista de pendências.

Não sei bem porque estipulei este dia para tais balanços, afinal segunda-feira já tem aquele peso (ou seria ressaca?) do término do fim de semana, e enfrentar logo de cara uma lista interminável de pendências não tem sido o modo mais motivador de me fazer encarar os desafios e seguir em frente.

E aquela segunda que você percebe que andou rodando em círculos e que talvez o melhor modo de caminhar seja recuar, rever prioridades e os arranjos com os fornecedores?

É exatamente assim que percebo a minha situação atual. Minha obra anda muito devagar, até para os padrões paulistanos de que “toda obra atrasa, o mercado está super aquecido, falta material e mão de obra”. Fico estagnada em questões que não consigo resolver e com isso outras vão passando batido.

Uma coisa que me pergunto muito é se realmente nossa economia está tão movimentada a ponto de você simplesmente não conseguir nem orçamentos de fornecedores para os itens que você precisa contratar.

Ou será que sou eu que estou recebendo só indicações de pessoas/empresas com suas capacidades já plenamente esgotadas?

A parte dos diversos itens relativos à construção civil em si, fato é que ainda não consegui orçamentos para o sistema de exaustão, não consegui fechar a movelaria/marcenaria. Site e sistemas de informação? Não. Alarmes e sistemas de segurança? Tive a atenção de um único fornecedor.

Que o gigante desperte com comprometimento e profissionalismo, senão a economia rui de novo…

Boa segunda-feira!

 

 

“Coisas curiosas sobre coisas gostosas”

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Sabe aquele dia que você pula de reunião em reunião e a sua dieta se resume a café espresso servido entre uma interjeição e outra elucubração?

E quando você está a ponto de desmaiar chega alguém que “deu um pulo” no McDonalds e trouxe meia dúzia de caixinhas de McNuggets para disfarçar o ronco dos estômagos?

Pois é, isso acontece.

Para desespero da turma do bem estar que prega alimentação saudável, regrada, de 3 em 3 horas, seguida de litros e litros de água.

Para meu desespero que pensei que abrir um restaurante colaboraria com a melhora da minha dieta, com a priorização das refeições fartas de boa comida.

Mas nem tudo é desespero.

Após descobrir que a caixa do McNuggets não é mais de 12 unidades e sim de 10, acompanhada de um único (só um mesmo?) sachê de molho (barbecue pra mim, por favor), tive algum prazer… e graças ao espirituoso que resolveu trazer para a mesa aquele papel que descansa sobre as bandejas do fast-food.

Esse sim é um mérito do McDonalds. Consegue te entreter durante os exatos poucos minutos que você precisa para devorar o sanduba (ou esses pedacinhos de algo parecido com frango).

E não é que saber “Coisas curiosas sobre Coisas Gostosas” te relaxa e faz esquecer a tensão da reunião? Ou pelo menos te prepara para o papo do happy hour logo mais?

A cebola eram usada como forma de pagamento na Idade Média, além de ser dada como presente de casamento (aposto que não só as cebolas, mas legumes, leguminosas e verduras do seu quintal, não?).

O tomate, quando levado para a Europa, vindo das Américas, era amarelo, por isso chamado “pomo d’oro” (bom essa talvez algum professor de história da alimentação me contou e eu cochilei).

Abacaxi, “ibacati” em tupi guarani, é fruta cheirosa. Morango faz parte da família das rosas. Pêssego simboliza a longevidade. A manga cultivada nas Filipinas é considerada a fruta mais doce do mundo. Pêra foi chamada por Homero (o poeta grego, lembram-se?) de “presente dos deuses”. “Portokális” é laranja em grego, já que esta chegou na Grécia via porto (poderia ser diferente?) pelas mãos dos portugueses.

Um dia de trabalho escravo no antigo Egito valia três pães e dois jarros de cerveja (dois jarros? Tenho certeza que alguns amigos não reclamariam).

Vegetarianos não devem se dar bem no Uruguai, que é o país que mais consome carne no mundo – média anual de 60kg por pessoa.

Há mais de 3 mil anos os chineses inventaram o sorvete, feito de leite, pasta de arroz e neve (viu só, depois me perguntam porque dediquei dois posts à China. De lá também vem o macarrão!)

E se podemos sempre ver o lado bom das coisas, saiba que o sucesso do Big Mac foi o responsável pelo cultivo da alface americana no Brasil (isso segundo os próprios marqueteiros do McDonalds hein).