O pão nosso de cada dia

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Considerando que eu já dei uma receita básica de pão aqui, vocês devem imaginar que além de gostar de fazê-los eu amo comê-los. Não sou especialista no assunto, mas sim entusiasta (aliás poderia dizer isso sobre todos os temas que trago aqui para vocês), motivo pelo qual prefiro indicar locais onde você vai comer um belo exemplar de pão do que tentar ensinar outra receita.

Para mim um bom pão e, de preferência, quentinho, é o início mais feliz de uma refeição. Não sei se é unanimidade dar este valor todo, mas eu nunca consigo sair satisfeita de um restaurante se, apesar da comida saborosa, o pão não for bom.

O que dizer então se a refeição for o café da manhã? O pão é o protagonista! Então que seja aquele que libera aromas capazes de fazê-lo salivar; aquele que liquefaz a manteiga passada em seu interior e que paralisa o cérebro recém acordado para eternizar o momento de prazer.

Por isso não tenham dúvidas que fico radiante quando “descubro” uma padaria nova com pães que valem o seu sacrifício de pegar o carro (ou a bicicleta), enfrentar chuva e trânsito, parar no estacionamento ou negociar com o flanelinha. Foi assim há alguns anos com a PÃO na Rua Bela Cintra, nos Jardins (hoje também no Shopping Iguatemi – mas sem o mesmo charme),  e agora é assim com a Julice Boulangère em Pinheiros.

Essa “descoberta” não é nova. Dada a infinidade de blogs e sites gastronômicos hoje em dia, aliado aos perfis que eu sigo no Facebook e no Twitter, já tinha lido muitos elogios antes de visitar o lugar e, tudo o que posso dizer é que endosso as principais críticas que indicam o local como um paraíso dos pães.

Minha prosa não é capaz de te deixar faminto, como fazem alguns críticos gastronômicos, então não vou competir com ninguém. Só vou afirmar que a ciabatta, o pão de guinness e o pão de chocolate meio amargo tornaram a minha vida mais completa (com toda pieguice que esse depoimento possa conter).

Preciso ainda testar as geléias, todas com um quê de combinação de sabores curiosa ao paladar.

Vá lá tomar café da manhã, ou vá lá comprar uns pãezinhos para inspirar suas refeições em casa. Enquanto você aprecia a prateleira com os tijolinhos, rosetas, baguetes e filões em formas irregulares (irregulares sim, é o charme do artesanato), com sabores tradicionais ou especiais da casa, você bate um papo com os educados atendentes, senão com a própria Julice que vai te contar sobre cada sabor com a paixão merecida.

Quanto ao MIMO, iremos produzir sim nossos próprios pães. Se conseguirmos manter a mesma qualidade das padarias citadas, serei muito grata à minha equipe.

Ainda estamos testando as fórmulas mágicas que vamos utilizar para fabricá-los. A minha única decepção é a de não ter realizado o desejo de um forno de lastro para assar os pãezinhos… vou me virar com o forno combinado, afinal de contas estou investindo um bom dinheiro nele para poder explorá-lo ao máximo.

 

Para comer sem pressa..

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