Como contratar uma obra civil?

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Eu já devo ter falado aqui sobre tomada de decisões. Bem provável já que este é um dos maiores desafios quando você resolve trocar sua área de trabalho e, por isso mesmo, não tem o mesmo estofo ou a intuição afinada para decidir com certeza quase absoluta que está seguindo o melhor caminho, aquele que vai de acordo com o seu planejamento estratégico.

O que dizer se, quando você resolve mudar de profissão, você se dedica a estudar a nova para aclarar seus momentos decisivos mas em verdade antes de concretizar o novo negócio estes vêem em enxurradas no decorrer da obra civil e, claro!, seus conhecimentos de engenharia e arquitetura se resumem a zero podendo chegar a uma pontuação 2,5 com a ajuda do Google e alguns telefonemas a amigos?

OK, siga em frente e se tiver que mudar a sua decisão, mude. Foi assim comigo.

Uma das primeiras questões que me foram colocadas após definir o projeto arquitetônico do MIMO foi o regime de contratação da construtora.

Pra quem não entendeu, a questão é: contrato por preço fechado, sabendo de antemão o quanto vou gastar e pagando a cada etapa concluída e medida; ou contrato por administração, onde a construtora gerencia a obra e junto com você escolhe mão de obra e materiais de fornecedores que lhe são apresentados, recebendo um percentual de todos os valores contratados?

Muito influenciada pela opinião do arquiteto que preparou o projeto, fiquei com a segunda opção.

Foi feito um orçamento inicial no qual nos balizaríamos, mas o preço não era fechado. Achava mesmo que era a melhor opção o pagamento por administração: para uma controladora a ideia de ter que avaliar cada negociação, de compra de parafusos que seja, é genial!

E me parecia óbvio que uma construtora ao propor o preço fechado iria contabilizar certa “gordura”, não assumiria 100% dos riscos de mercado sozinha e, se pressionada pelos preços, poderia usar material não exatamente de primeira qualidade. Estava convencida. E assim foi.

E o fato é que recentemente mudei tudo. Renegociei o contrato e agora sigo por preço fechado. Foi uma decisão errada? Talvez não, mas o fato é: conheça bem os seus parceiros antes de tomar decisões do gênero.

Acredito que um regime ou o outro podem funcionar bem se o seu parceiro tem estrutura para trabalhar da forma que você pretende. Não adianta esmagar as pessoas na negociação de cláusulas contratuais porque se elas não forem cumpridas não há sanção que pague o seu stress e seu esforço de fazer as coisas andarem. Sem contar que tempo é dinheiro e, na construção civil, é muito dinheiro. O tempo que decorre pra tudo entrar nos eixos vai contra você querido empreendedor.

Pelo menos um pouco de experiência eu adquiri, não?

 

Hoje em dia não faço ideia quantos sacos de cimento tem nesse banheiro…

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