Busca de fornecedores

A churrasqueira. Fail.

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Da empolgação à irritação. Tudo começou quando eu resolvi comprar uma dessas churrasqueiras a gás para colocar na laje da horta do MIMO. Que ambiente acolhedor teremos para reuniões fechadas, pequenos eventos, almoços e jantares degustação: uma mesa ao ar livre, uma horta e uma churrasqueira para finalização de grelhados. Empolguei!

Pesquisei modelos, preços, condições, pré-requisitos e optei pela compra da churrasqueira de fabricação da americana Char-Broil, modelo Silver Red. Sabem como optei por ela? Pelo custo benefício que achei justo e pelo fato do vendedor da loja Center Garbin (revendedor da marca) ter me garantido que a churrasqueira foi feita para ficar ao ar livre.

E eu perguntei: mas ela pode ficar ao tempo mesmo? E ele: sim, você pode colocar uma capa protetora para os dias de chuva, mas ela foi projetada para ficar ao tempo, o uso dela é ao ar livre.

Pois bem, paga a mercadoria, agendaram a entrega e a instalação.

Ontem recebo o simpático rapaz da Char-Broil que vem instalar meu brinquedo novo. Eis que seu semblante muda e assim me diz: mas você não pode colocar essa churrasqueira numa área totalmente aberta, sem nenhuma proteção. Como?!?! Ela é de inox, e o inox ao tempo estraga (bom existem muitos tipos de liga de inox, mas…). Não vamos poder dar garantia, ela vai se deteriorar muito rápido.

Ligamos de volta ao vendedor da Center Garbin que continuou com o mesmo discurso da venda, contrariando o representante da marca. Em quem você acredita nesta hora? Alguns diálogos depois, fiquei com a palavra do representante da Char-Broil, mas relativizei:

OK, então vamos colocar a super capa protetora que vocês dizem que tem e eu assumo que a durabilidade da minha será menor. Vendedor da Center Garbin, você me manda esta capa que você afirma possuir? Sim, mas ela tem um custo. Custo?!? Não, não aceito. Você me vendeu a mercadoria com uma qualidade que ela não tem e agora vai me cobrar o preço da capa que só vai amenizar o meu problema mas não é suficiente para que a Char-Broil me garanta a qualidade do equipamento? Me desculpe, mas acho que mereço essa capa de cortesia. Ou então você leva a churrasqueira embora e me devolve o dinheiro.

O que eles optaram? Por levar embora a churrasqueira. Pois bem. Assim feito. Perdi meu brinquedo, mas não meus princípios de boa-fé numa transação comercial.

Pode ser até que eu adquira novamente a churrasqueira, mas em outra loja, com outro representante melhor orientado, com alguém que entenda as minhas expectativas e necessidades e saiba vender o produto ideal, ou saiba me alertar para os problemas que eu possa vir a ter.

Assim que se é ético, ou não?

Louros aos merecedores

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Não é só de problemas que vive a obra. Tive fornecedores parceiros ao extremo que não me trouxeram nem um pingo de dor de cabeça.

E gostaria de citar e indicar alguns deles aqui (ainda não vou entrar no mérito dos parceiros operacionais, OK leitores?).

O vencedor, aquele que nunca deixou de descumprir um prazo, nunca deixou uma ligação sem retorno, uma questão sem resposta, que foi rápido e atencioso ao extremo é a Porto Seguro.

E para quem conhece a minha história de vida pessoal: juro que esta avaliação foi imparcial (claro que na medida em que conseguimos conscientemente sermos imparciais).

A Porto Seguro, pelo menos por ora, não é a seguradora do meu imóvel, mas tem me atendido com extrema competência nos serviços de alarme e CFTV (câmeras de segurança). E mais. Conseguiu seus “serviços para a casa” encontrar e solucionar entupimentos e vazamentos que nem a equipe de hidráulica que construiu o MIMO teve a boa vontade de encontrar sem querer quebrar todos os acabamentos já postos. Ponto pra Porto! Não é a toa que são a grande empresa que são.

Outro parceiro ponta firme é a Lamitemper. Empresa responsável pelos vidros e espelhos. Indicação de uma amiga minha, a qual assino embaixo. Trabalho competente e rápido. Os pequenos percalços que tivemos se resumem a erros humanos nas instalações que foram mais do que prontamente solucionados. Anteciparam-se a qualquer problema e qualquer possibilidade de reclamação. Isso é qualidade de atendimento.

Também gostei bastante do trabalho da Marmoraria Itaguaçu, apesar da finalização ter demorado um pouco mais do que o previsto e os prazos não terem sido seguidos à risca. No entanto, são atenciosos e trabalham bem. Atrasos são toleráveis desde que diante de justificativas plausíveis e atendimento cuidadoso.

Outra indicação é a Zaro Revestimentos que me forneceu os pisos e materiais correlatos. Simpáticos e atenciosos, vale a pena consultar ainda que não tenham a variedade de outras lojas de materiais de construção. Se precisar chorar descontos pra caber no seu orçamento, não desanime que você chega lá!

Por fim devo citar a TUBOAR que fez meu sistema de exaustão. Eles iam levar um 10 e disputar o primeiro posto com a Porto Seguro mas depois de quase tudo pronto justamente o funcionário que me atendia saiu de férias e fiquei uns tempos sem resposta às minhas solicitações. Talvez tenha sido só azar meu (ou deles) mas mantenho a minha indicação: contrataria eles novamente após me certificar com o RH o período de concessão de férias da equipe.

 

Só não vou (ainda) indicar a empresa contratada para os geradores porque hoje é dia de testes e eles já desligaram minha energia vezes suficientes para escrever este post em meras duas horas…

 

E antes que eu me esqueça: BEM VINDO fim de semana. Animados?

 

Ficha técnica

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A obra do MIMO está quase chegando em seu termo final e acho que já está na hora de eu dividir com vocês a ficha técnica desse empreendimento.

Ainda vou contar muitos detalhes dessa construção, mas fato é que esse blog começou com o intuito de relatar o nascimento de uma empresa e não somente de uma edificação, assim quero logo voltar a minha atenção ao negócio e já sinto necessidade de passar a régua em alguns assuntos.

Por isso optei por fazer esta ficha técnica de tudo o que foi contratado, construído, elaborado até então, aproveitando para organizar um pouco meus pensamentos sobre o que há por vir.

Muitos, mas muitos comentários cabem sobre cada contratação, quais eu faria de novo e quais não; quais fornecedores me trouxeram dor de cabeça e quais solucionaram os problemas. Por ora vou poupá-los dos comentários para não tornar este post um capítulo interminável.

Se você não está pensando em construir ou reformar pode pular para o fim do post. Caso contrário leia abaixo, mas repito: muitos dos fornecedores eu NÃO CONTRATARIA DE NOVO!

Então, se precisar de indicação, me mande um email antes perguntando minha opinião sobre cada qual, OK?

Projeto Arquitetônico: Triplo R Arquitetura

Projeto de Cozinha: Estillo Arquitetura

Projeto Estrutural: Praxis Engenharia

Projeto de Elétrica e Hidráulica: Ramoska & Castellani

Projeto de Ar Condicionado e Exaustão: MPM Ar Condicionado

Gerenciamento dos Projetos: MAJER Engenharia

Despachante de Projetos: Kensetsu Consultoria e Projetos

Construção Civil: MAJER Engenharia

Arquitetura: Triplo R Arquitetura e Fabiano P. do Amaral

Estruturas Metálicas: Lenz do Brasil

Execução do Sistema de Exaustão: Tuboar Coifas

Câmara Fria: Confriar Câmaras Frigoríficas

Cozinha (Bancadas, Refrigeração): ABC Cook

Equipamentos de Cozinha: Smart Cozinhas (Rational, Everest, Hobart, Filizola)

Geradores: S&S Comércio de Geradores

Monta-cargas: Zenit Elevadores

Seladora a vácuo: Protervac

Luminárias das áreas técnicas: Projeluz Iluminação

Filtros de água: Europa e Begel

Caixas d’água: Aqualimp

Louças, Metais e Materiais de Obra Diversos: C&C e Telhanorte

Ar Condicionado: Uptec (contrato rescindido) e Ar7 Climatização

Vidros e Espelhos: Lamitemper

Portas de madeira: Supermad Wood Center

Esquadrias e Portas Metálicas: SC Esquadrias

Forros de Gesso, Knauf e PVC: A. Visentim

Pisos e Revestimentos: Zaro Revestimentos

Marmoraria: Marmoraria Itaguaçu

Adegas: Art des Caves

Marcenaria: Marcenaria GS e LAARC Arquitetura

Estofados: Aconfortex Cortinas e Estofados

Móveis Escritório: Movesq Móveis para Escritório

Mesas do Salão: Indrigo Móveis e Alucast

Cadeiras: CLAMI Design, Brentwood e OPPA

Consultoria Operacional: Mesa III

Identidade Visual: Texto & Design

Site: João Bill

Sistema de Informática: ALTEC Sistemas

Hardwares e Redes: Idem Informática

Sistema de Som: Empreiteiro Elias

Alarmes e Câmeras de Segurança: Porto Seguro Seguros

Contabilidade: Starmaster

Seguradora: Liberty Seguros

Vigilância e Segurança: Monaco Vigilância

A contratar: Luminárias das áreas sociais, sistema de telefonia, paisagismo, horta, móveis decorativos, Pinturas, utensílios de cozinha, limpeza geral, toldos (esqueci algo? provável…)

Se todos tivessem bem funcionado talvez eu não tivesse chorado tanto as pitangas aqui, mas o fato é que falta pouco agora, certo? A maior lição que tive é a importância e a diferença de um bom gestor de obra, coisa que não tive…

Sentando à mesa entre o branco e o off-white

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Mais uma definição para o nosso MIMO. O modelo das mesas!

Após muitas visitas a fábricas e showrooms; muita negociação e discussão do melhor material para a finalidade; dois protótipos mais tarde; cheguei no que sonhava.

Vou explicar o porquê este item demandou mais energia do que se imagina necessário.

Fato é que existem muitas boas fábricas de móveis por aí, muitas opções para restaurantes também, preços e modelos para os diversos públicos, mas eu não facilitei. Parti de um princípio que complicava um pouco e restringia as opções. Minhas mesas deviam ser brancas, branquinhas mesmo, ou no máximo off-white (seu pantone contempla essa cor?).

E aí? As 98% de opções em madeira estão fora ou vamos pintar a madeira? Pintar como?

Uma pintura mais comum poderia deixar rústico o móvel, pátina estava fora de cogitação, pintura epóxi não funcionou… Laca? Lindo! Adoro! Mas minha casa tem muitos móveis assim e sei que depois de um tempo temos lascas na laca porque laca lasca.

Bom vamos revestir então. OK, MDF + formica. Existem muitos tipos hoje em dia, mas não me convenci (ou seria melhor dizer não me apaixonei?), tudo me fazia lembrar mesa de lanchonete.

Pedras? Mármore, Marmoglass, Silestone e afins. Lindos e caros. Graças a Deus (para quem acredita) e à ciência (para quem duvida) caro não é o único problema, a questão incômoda é o toque gelado. Não traz conforto, né? Me lembra de novo fast food, ou cafés.

Soluções modernas como o corian? Hum, por que não? E vamos ao primeiro protótipo (a mesa fosca das fotos abaixo). Gostei da aparência. Derramei vinho e tive que sair correndo para limpar, o troço chupa e mancha que é uma beleza. E não é só. O toque ainda é gelado – não tanto quanto o das pedras, mas ainda não confortável o suficiente.

Resina de poliéster. OK, depois de uma explicação quase científica do produto mandei fazer mais um protótipo que, pasmem, ficou com a mesma aparência de meus móveis de laca. Amei, ponto final. Ou quase. O custo não é tão convidativo, mas vamos lá, agora é só por as técnicas de negociação pra funcionar, não?

E o brilho? Vê nas fotos abaixo? Ah! Tem mais. Juro que vocês vão poder derrubar vinho sem qualquer remorso.

 


E o barulho?

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Talvez a pior coisa do início de uma obra seja o barulho que ela gera e, consequentemente, o incômodo provocado na redondeza. Respeitar as datas e os horários definidos em lei para a execução de uma obra é um dever mas, de fato, o mínimo de consideração que temos de ter com nossa vizinhança.

Mesmo com um cronograma apertadíssimo e um tanto atrasado, fico feliz de poder, neste início de obra onde o barulho é mais intenso, parar a sua execução bem antes do horário exigido pela lei, e com isso dar uma certa paz aos meus vizinhos.

O que não tenho ingerência é sobre o horário de circulação de caminhões e de entrega de materiais. Graças a uma outra lei, isto deve ocorrer à noite. Caminhões circulando geram barulho, caminhões descarregando material pesado de obra geram barulho. O que me cabe é contratar fornecedores bem referendados e exigir que as entregas sejam feitas de forma a causar o menor incômodo possível, além de pedir um pouco de paciência aos meus vizinhos… (e agradecer ao fato de que entregas não são frequentes e são rápidas).

Não é novidade que viver em grandes cidades é conviver com uma poluição sonora muitas vezes prejudicial à saúde. Felizes aqueles que podem se refugiar em locais calmos e quietos para recobrar as energias gastas no dia-a-dia entre carros, ônibus, caminhões e obras.

Quando penso em refúgios me vejo deitada numa grama bem verde ouvindo o som da brisa e o canto de um ou outro passarinho que insiste em me acordar (OK, piegas). Talvez no alto verão eu pense naquela praia deserta em que o único som é o das ondas a quebrar (OK, piegas ao quadrado). Mas não posso mentir que meu outro refúgio é aquele em que o burburinho é constante, se ouve o estalar de uma ou outra risada por aqui e por ali, temos o som de copos a saudar e talheres a raspar na louça e, quando me concentro, ouço o perfeito estalar provocado por um alimento deliciosamente crocante…

Cada qual com o seu refúgio não?

Aliás, acredito que para muitos a Igreja seja um refúgio, por isso mesma fiquei surpresa quando, lendo sobre o assunto no site da Prefeitura de São Paulo, descobri uma tabela informando a origem do barulho na cidade. Lê-se que as igrejas produzem mais barulho (em termos percentuais) que obras! Talvez a qualidade de vida do corpo não seja a mesma que a da alma…

dados de 2009:

  • Poluição Sonora – 53%
  • Fechamento de bar após à 1h – 19%
  • Igrejas – 11%
  • Obras – 9%
  • Diversos – 8%

(fonte http://www.prefeitura.sp.gov.br)


God is Google and Google is God

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Não quero criar nenhuma polêmica religiosa aqui. Eu tenho as minhas crenças, da minha maneira cultivo a minha fé e respeito qualquer religião ou credo bem como a liberdade de cada qual se filiar à doutrina que mais lhe apetece. E não discuto religião, ponto. Vírgula, e nem futebol!

Mas um dizer que começou como brincadeira, acabou virando outro tipo de fé. Digo, ultimamente com certa frequência, que pra mim Deus é o Google.

E não é difícil de entender o porquê. Numa época que ninguém mais possui uma enciclopédia Barsa em casa, em que os nossos mestres estão cada vez mais distantes, em que falta tempo para qualquer tipo de reflexão mais aprofundada, mas em que precisamos cada vez mais ser versados em tudo quanto é tipo de disciplina e devemos discutir com um mesmo nível de conhecimento tecnologia, construção civil, marketing e literatura, a quem recorrer?

Eu não titubeio, vou de Google. A página está de longe no primeiro lugar das mais visitadas do meu computador, e por mais que não possamos confiar em tudo o que achamos escrito por aí, impossível não usar o Google como uma ferramenta de busca primeira.

Nesse meu projeto ele tem tido papel fundamental. Busca de fornecedores, parâmetro para orçamentos, dicionário para a busca dos termos técnicos que meus engenheiros insistem em proclamar nas reuniões… Mas se Deus é generoso, ele também é exigente, não vai te dar as informações perfeitas e inteligíveis, vai fazer você se interessar pelo assunto, pesquisar e aí sim aprender. Ele quebra o galho na hora da reunião, mas depois faz você navegar horas e horas a fio em busca da informação que você realmente necessita, além de te distrair com as incontáveis informações deliciosas de que não necessitamos mas são fundamentais nas conversas de bar.

Me lembro da primeira vez que ouvi falar do Google. Perguntei umas três vezes o nome até conseguir gravá-lo na memória para depois tecla-lo no meu computador. Foi amor à primeira vista, mas o nome sempre me incomodou. E se hoje não vivo sem, mesmo que o nome já tenha se incorporado ao vocabulário de qualquer língua (imagino ocidental ou oriental), acho justo que eu, como uma filha rebelde, possa mudar o seu nome… E para mim, desculpem-me os puristas, é Deus.

E com licença que agora, para avaliar mais um orçamento de obra que recebi, vou consultar Deus.