Cervejas

Copos de Cerveja (by GQ.com)

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Você é fã de cerveja? Eu ainda estou aprendendo, como já contei aqui.

Infelizmente, por mais que me esforce, não vou ter espaço para oferecer muitos tipos de cerveja para meus clientes. O que dizer então de tantos diferentes copos para a degustação dessas cervejas?

Mas como adorei o design das ilustrações, resolvi compartilhar o post da Revista GQ para os amantes da bebida e para aqueles que têm paladar para perceber se os copos corretos realmente destacam as nuances de qualidade de aroma e sabor de cada cerveja.

O que vocês acham? Quem segue à risca as orientações?

Veja a lista completa no link abaixo:

A Guide To Knowing Your Beer Glasses Wine + Cocktails: GQ.com.

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Dia Internacional da Cerveja – parte 2

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Acabei de falar que nada entendo de cervejas e que preciso correr atrás do prejuízo na minha formação. Ler um pouco mais seria bom, mas necessário mesmo é eu sair por aí a beber para tentar aprender a apreciar essa bebida que hoje já é tema de muitas discussões, confrarias, concursos, estudos, livros, e já se disseminou como um item tão gourmet (e não só popular) quanto o vinho. Aliás se eu já falei da minha dificuldade de montar uma carta de vinhos, imaginem uma de cervejas?

Beber é necessário, afinal “A sede é mais mortal do que a fome. Sem comida, você poderia sobreviver por algumas semanas, mas sem bebida teria sorte se durasse alguns dias”. Mórbido? Sim, um pouco, mas eu queria fazer uma introdução a um livro do Tom Standage, de onde tirei este excerto, “História do Mundo em 6 Copos”.

E isto porque não é verdade que nunca li nada sobre cerveja. Eu li o livro acima citado e ele tem um capítulo inteiro dedicado à cerveja. Trata-se de uma leitura interessante, informativa e deliciosa, uma abordagem da humanidade e suas culturas segundo o líquido que se bebe. Parte-se do princípio que a disponibilidade da água restringiu e determinou o progresso da humanidade, a necessidade de armazená-la e as bebidas que foram surgindo para garantir o suprimento do líquido, moldam nossa história.

No capítulo dedicado à cerveja tem dados bem interessantes que gostaria de compartilhar aqui. Preparem-se com um copo de sua cerveja favorita nas mãos e vamos celebrar este dia internacional com um pouco mais de informação sobre essa “bebida fermentada da Idade da Pedra”.

Um pouco mais de cultura faz uma diferença nas conversas de bar! Quem não gosta de filosofar e contar “causos” no boteco? Aproveite pra se informar e ser o mais novo “historiador” de bar dentre seus amigos.

E desculpem não me aprofundar ou debater mais sobre as questões históricas pois esse foi o único livro que li a respeito e como é citado pelo próprio autor, Tom Standage, “A história da humanidade não existe: há apenas muitas histórias sobre todos os aspectos da vida dos homens.” Karl Popper, filósofo da ciência (1902-1994).

  • A água era a bebida básica da humanidade, mas com a mudança do estilo de vida de caça e coleta para o sedentarismo, os homens vieram a contar com uma bebida derivada da cevada e trigo. A cevada, inclusive, era intencionalmente cultivada para este fim. E esta bebida (uma cerveja bem rústica) é a principal das primeiras civilizações e ajudou a humanidade a caminhar para o mundo moderno (o surgimento da cerveja está ligado à adoção da agricultura).
  • É quase certo que não existia cerveja antes de 10.000 a.C., mas ela já estava espalhada pelo Oriente Próximo por volta de 4.000 a.C. Dizem que não foi inventada, mas sim descoberta. Alguns afirmam que a cerveja não foi necessariamente a primeira forma de álcool resultante da fermentação acidental a ser bebido. A fermentação de frutas como a uva (vinho) e também da água com mel parecem ser anteriores, mas como as frutas são sazonais e perecem mais facilmente, a cerveja oriunda de cereais facilmente armazenáveis teria se disseminado e popularizado primeiro pelas civilizações mais antigas (defensores do vinho, não briguem comigo, não estou falando que a cerveja é anterior ao vinho – quem é que sabe disso afinal – só estou falando, ou melhor concordando com o autor do livro que a cerveja tem importância histórica em civilizações mais antigas – Egito e Mesopotâmia – o vinho vai ter seu auge na Grécia e Roma Antigas).
  • A cerveja antiga tinha grãos, palhas e outros fragmentos flutuando na superfície. Tomava-se com canudo para não engolir os sólidos. E também era compartilhado… A imagem que me veio agora foi do chimarrão… já estou misturando todas as estações aqui.
  • Registros egípcios mencionam pelo menos 17 tipos de cerveja: “a boa e bela”, “a celestial”, “a produtora de alegria”, a “companheira da refeição” e assim vai… Atenção publicitários, olha os slogans aí!
  • O uso de pão no processo de fazer cerveja na Mesopotâmia leva ao seguinte debate: o pão é um desdobramento da produção da cerveja ou veio primeiro e foi usado como ingrediente na cerveja (qualquer semelhança com a Tostines é mera coincidência publicitária)
  • Os bebedores neolíticos achavam a capacidade da cerveja de deixá-los mais “alegrinhos” algo mágico e por isso mesmo a bebida era presente dos Deuses (a fermentação por si só já era magia!) Conheço muita gente que ainda vê mágica nos poderes da cerveja, os homens/mulheres ao redor ficam mais bonitos com certeza!
  • A cerveja era mais segura para se beber nessa época do que a água, sobretudo porque a cerveja era feita de água quente e “tratada” e portanto menos contaminada (mas também porque não tinham carros, nem trânsito e ninguém saia por aí a dirigir bêbado).

Ficou curioso? Quer saber mais? Vá lá e leia o livro (link da Editora).

Pra matar a curiosidade os 6 copos de que trata o livro, em ordem cronológica de importância histórica são: Cerveja, Vinho, Destilados, Café, Chá e…. Coca-Cola!

Dia Internacional da Cerveja – parte 1

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Eu não sei qual a origem de tantos dias comemorativos. Antigamente achava que eles se resumiam aos dias das mães, dos pais, das crianças, dos namorados, dos professores e alguns outros comemorativos da identidade nacional como o dia do índio.

Mas cada vez mais me surpreendo com datas comemorativas das mais diversas. Hoje, por exemplo, para quem não sabe, é o dia internacional da cerveja. Não, eu também não sei a origem desta data e nem tenho uma agenda me indicando que hoje devemos comemorar a “loira gelada”, eu só descobri isso graças aos comentários que li no Twitter. E fico me perguntando se o “internacional” realmente significa que povos de todos os continentes, de todas as culturas e etnias estão hoje celebrando com seu caneco na mão.

Eu já falei aqui no blog que pouco estudei sobre vinhos, num esforço para aprender algo sobre uma bebida que faz parte de muitas das minhas refeições e comemorações e que tem um papel importante na nossa cultura, sendo símbolo de status e poder desde as civilizações grega e romana (aliás aprender só um mínimo para quem quer se meter a abrir um restaurante e entender a cultura gourmet, pois falta muito para eu me sentir confortável com o conhecimento adquirido).

No caso da cerveja não posso afirmar que estudei com o mesmo afinco,  nunca parei para tentar me aprofundar sobre o assunto apesar de historicamente esta bebida ter tanta influência quanto o vinho e aparecer em civilizações até mais antigas do que a grega e romana (vou falar melhor dessa história em outro post). Eu mal bebo cerveja, e ainda que hoje ela já não é mais vista tão somente como uma bebida de botequim, do churrasco com os amigos, do chopp à beira da praia, eu continuo sem apreciá-la.

Acho que tudo é possível com determinação, esforço e hábito; eu aprendi a comer melhor quando decidi estudar a gastronomia, então tenho certeza que posso começar a apreciar as dezenas e dezenas de cervejas gourmets que hoje existem por aí. Só tenho que tomar o cuidado para não virar uma chata, uma metida a especialista em vinhos, cervejas, cafés, água e cachaça. Sim, porque hoje temos especialistas para todas essas bebidas!

Eu não entendo nada, nada mesmo de cerveja, fico sempre tentada a pedir vinho e não cerveja em qualquer lugar que eu vá (mesmo no Frangó) então estou preparada para receber críticas para a lista de minhas preferidas abaixo:

Hoegaarden; Paulaner; Guinness e Peroni. Até existem mais umas outras 3 cervejas que adorei quando provei, mas a minha amnésia para lembrar rótulos de vinhos é a mesma para cerveja e qualquer outra bebida.

Bom, fico triste de não citar nenhuma cerveja brasileira, mas essa falta de patriotismo se deve ao fato de eu não ter provado nenhuma além das mais comerciais da Ambev, no entanto tenho certeza que muitas cervejas artesanais brasileiras devam ser ótimas e faço aqui a minha mea culpa.

Acho até que hoje é um bom dia para me redimir e ir provar umas boas cervejas brasileiras por aí, não? Os lugares que me vêm a mente são o Frangó e o Melograno. Alguém tem outra sugestão?

Vá lá:

Frangó (www.frangobar.com.br)

Largo da Matriz Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó

 

Melograno (www.melograno.com.br)

Rua Aspicuelta, 436, Vila Madalena