Drinks e bebidas

Bebendo calorias

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Podem começar a leitura me agradecendo porque eu ia publicar este post na sexta-feira e resolvi inverter a ordem e deixar para o começo da semana. Não seria eu a estragar as comemorações dignas dos sábado e domingo.

Aliás acho chata a história de ficar se policiando de comer/beber o que se tem vontade. Pra mim o negócio é levar uma vida saudável no seguinte sentido: faça exercícios, use a lei da compensação e fuja do Mc Donalds.

Em outras palavras: exercite-se o tanto necessário a queimar a voracidade da sua gula; se abusou no prato e/ou copo um dia, vá com calma no dia seguinte, oras (afinal quem consegue devorar um leitão a pururuca acompanhado de caipirinha todos os dias?); e fique longe da junk food – não tenho medo de açúcares e suas calorias, mas sim de ingredientes obscuros que barateiam a produção de alimentos.

Não sou nutricionista muito menos médica, e a dica acima não é científica e sim empírica: pra mim sempre funcionou.

Vocês podem argumentar que tenho saúde boa, genética favorável… Pode até ser, continuo tomando meu café e minha caipirinha com açúcar, mas quer saber? Eu raramente subo de elevador: as escadas são um exercício diário e quase inconsciente.

Ah! E chega de buscar o vilão da vez: uma hora é o sal, outra o açúcar, outra os ovos… Foco no que a vida te dá de prazer!

E porque mesmo comecei a falar isso? Sim, sim, para divulgar a vocês a tabela que achei outro dia quando pesquisava drinks em geral…

Será que assusta? Depois de algumas doses ninguém consegue somar tantos números mesmo…

Para mim é mais importante lembrar de não dirigir do que contar as calorias de seu copo, tá?

Calorias das bebidas:

1 dose de Vodka = 240 kcal
1 dose de Whisky = 240 kcal
1 dose de Conhaque = 125 kcal
1 dose de Saque = 50 kcal
1 dose de Gim = 60 kcal
1 dose de Tequila = 110 kcal
1 copo de Caipirinha de limão com açúcar = 300 kcal
1 lata de Cerveja = 151 kcal
1 taça de Champagne = 110 kcal
1 Chopp = 180 kcal
1 copo de Margarita = 131 kcal
1 copo de Mojito = 250 kcal
1 taça de Vinho = 107 kcal

Fonte: site Constance Zahn

E quer saber mais? Esse fim de semana que passou ingeri, sozinha, 885 kcal em forma líquida… ops!

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Pauta óbvia: Carnaval

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Pois é o Carnaval mais uma vez chegou e se é pra variar eu vou ficar em São Paulo coisa que não fiz nos últimos 20 anos da minha vida. E estou animada! Eu não sou fã número um de Carnaval, já passei em locais tão improváveis como o Uruguai (bem longe de Punta del Este, bebê) ou uma ilha quase desconhecida no Caribe.

Se bem que se for para falar de gostos, fato é que priorizo a companhia de amigos animados ao local da folia. Em outros anos me deixei levar por eles ouvindo incessante e irritantemente sambas enredo.

Até porque prefiro conhecer os eventos de massa antes de criticá-los e mesmo sem samba no pé não posso negar que: já fui uma vez a Salvador (sem nenhuma intenção de voltar), já fui à Olinda (amor e ódio juntos), já desfilei em escola de samba no Rio de Janeiro (muita curtição – Rodrigo Santoro que o diga, ui!) e já fui em “quase” todos os blocos de rua de carnaval do Rio (tenso conseguir ir ao banheiro, passo galera). Como boa estudante da FGV/SP já fui à Vai-Vai, com direito a ensaio e comemoração do campeonato. E por ora deu.

Não tenho nada planejado para este feriado. Nada mesmo, o que é um problema porque posso começar a trabalhar ao invés de descansar, mas se for para trabalhar que tal focar num tema que combina com o Carnaval, como o de testar drinks. Ah! Claro! Como não tinha pensado nisso antes?

Pra começar podia aprender a fazer um Bloody Mary, coisa que amo mas nunca me arrisquei a fazer (aliás, pra quem tem viagem marcada para Londres, o melhor que tomei lá foi no gastropub Great Queen, do qual já falei aqui).

Podia tentar mais versões de Mimosa. OK, já fiz uma meia dúzia como contei aqui, mas recentemente comprei as taças em que serão servidos o drink, então não custa me aprimorar na apresentação, certo?

Como estou numa fase mais light (também depois de passar 10 dias no Chile a base de vinho vocês queriam o que?) quero testar uns smoothies alcóolicos. Que tal iogurte com suco de maçã, pitanga e vodca? Também sou fascinada por pepino em bebidas, algo que pode soar estranho mas é tão, tão refrescante que vale a tentativa… Pepino, limão, folhas de hortelã , muito gelo e vodca também vai cair bem, não? E a lichia? Humm preciso pensar outro drink… mas pra mim ela é inseparável de um bom espumante…

Acho que este vai ser o Carnaval do ENGOV!

Muita folia (ou descanso) a todos!

Água na Jarra

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Quem costuma viajar para o exterior já deve ter reparado uma grande diferença entre o serviço dos restaurantes de lá e de cá, que é o oferecimento de “tap water” (água da “torneira”) pelos garçons estrangeiros, normalmente sem qualquer custo, para o cliente.

Se isso é lei ou não lá fora não cabe aqui discutir, até porque são muitos países e muitas legislações. O fato é que a jarra de água da torneira (filtrada sim) é comum e aos poucos (bem aos poucos) vem se tornando “moda” aqui em São Paulo.

Quando optei por abrir um restaurante logo me resolvi por oferecer esta água filtrada da torneira aos clientes. Até o estudo do lay-out da jarra já fiz.

Claro que como uma empresária que visa ter lucro (e, repito o que já falei neste blog, ter lucro não é feio, não é ganancioso, é necessário para movimentar a economia, dar empregos, etc.; o que é feio é agir sem ética, sem responsabilidade social, blábláblá) tive que pensar no impacto que isso trará à venda de outras bebidas, qual o custo que o restaurante terá que absorver por este serviço, ou se será necessário cobrar alguma pequena “taxa de água” para mantê-lo.

Independente dos estudos financeiros desse serviço, a decisão da água filtrada na jarra está tomada. E fico feliz não só em ver que mais e mais restaurantes estão aderindo a esta iniciativa, como principalmente ao  descobrir que existe um movimento criado por uma ONG que pretende incentivar o consumo da água filtrada em detrimento à água engarrafada.

Claro que o objetivo da ONG não é que os restaurantes ofereçam sempre de graça essa água para seus clientes. Isto é uma decisão de negócio de cada estabelecimento. Depende de cada qual avaliar o custo desse produto/serviço e a margem para absorvê-lo. O movimento disseminado pela organização tem a ver com a conscientização ambiental, ou seja, o consumo consciente de água e o destino das milhares de garrafas pet que são descartadas e nem sempre recicladas.

É algo a se pensar. Por isso mesmo resolvi compartilhar com vocês o trabalho realizado. Dêem uma olhada no site e participem!

Link: Água na Jarra

Antes do mais próximo “fim do mundo”

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Apesar de eu não ter mencionado, meu post anterior foi inspirado na notícia de que o mundo vai acabar amanhã. Quem não leu nada a respeito não está perdendo muita coisa, mas se a curiosidade for maior clique neste link.

Da mesma forma que todos se perguntam o que fariam se ganhassem na Mega Sena, é impossível não parar um minutinho e pensar o que você faria se o mundo acabasse amanhã. O problema é que ficou um pouco em cima da hora para extravagâncias, então minha lista está modesta (não queridos leitores, não dá tempo de vender todos os seus pertences e dar um pulo no Pólo Norte, nem mesmo um pulo à terra da rainha dá tempo, se você ainda não viu o Big Ben, vai perder – não se esqueça que os aeroportos estão em greve então fica vá).

Eu agradeceria que acabei de ir duas noites seguidas ao “Theatro Mvnicipal” recém reformado e esta vai ser umas das memórias mais frescas que vou levar para a eternidade… assim faria só coisas da lista “quero ir, quero experimentar mas sempre fica para depois”, como ir ao Museu do Ipiranga.

Como experimentar o Vesper Martini. E tomar uma (algumas) taças de Dom Pérignon (aceita VISA?).

E comer… pois posso comer o dia inteiro já que não vou precisar fazer dieta.

O difícil (graças!) é listar restaurantes que ainda não fui… Vou tentar me esforçar, mas nesta elucubração mental já estou perdendo alguns últimos minutos preciosos da minha breve vida na Terra.

Amadeus;

Kinoshita;

Tasca da Esquina;

La Mar;

Clos de Tapas;

Chou;

Marcel.

Será que dá tempo? Melhor parar de pensar e sair correndo…

Não temos direito à prorrogação?

 

“Theatro Mvnicipal”: check!

 

 

 

Dry Martini

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Houve um tempo em que meu estômago andava às boas comigo e quinta-feira era dia de dry martini. Houve um tempo…

Creio que todos que tomam têm o seu preferido e esse clássico drink é um grande teste para os candidatos a barman (futuros candidatos à vaga no MIMO, anotaram a dica ?).

Eu acordei hoje pensando nisso e como quinta-feira passou do dia do martini para o dia do cinema, logo me veio à cabeça a seguinte cena (obviamente não poderia ser de outro personagem, né):

‘A dry Martini.’
‘Oui, Monsieur.’
‘Wait. Three measures of Gordon’s, one of vodka, half a measure of Kina Lillet. Shake it very well until it’s ice-cold, then add a large slice of lemon-peel.’

Puxa eu nunca provei esta versão. Pudera, esse filme não é nem de longe o meu 007 preferido. E em matéria de gosto pessoal (não importa se estamos falando de comidas, bebidas, filmes, literatura ou futebol) pouco cabe discutir. Mas vou dar uma chance ao Daniel Craig e vou tentar, meu estômago há de fazer as pazes comigo.

Vesper Martini a parte, a polêmica sobre a proporção de vermute para cada dose de gim é grande, mas vá lá, comece tentando o “seu” clássico:

Você vai precisar de uma coqueteleira (ou algo adaptável para mexer a mistura), um belo copo, gim, gelo (muito), vermute, casca de limão e azeitona.

Na coqueteleira com bastante gelo, despeje uma dose de gim (50ml) e mexa para gelar. Retire o gelo (pelamor hein) e junte 3 a 5 gotas de vermute seco (vá testando sua proporção preferida). Agite com uma colher e despeje na taça. Torça a casca do limão sobre a mistura (vai perfumar, acredite!). Coloque uma azeitona espetada no palito dentro do drink e voilá.

Kopi Luwak: quem já experimentou?

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Acredito que muitos de vocês já devem ter ouvido falar do Kopi Luwak ou Café Civeta, certo? Se não, é fácil achar inúmeros artigos no Google sobre este café que é produzido com grãos que são extraídos das fezes de um animal conhecido como civeta.

Vi muitas descrições comparando este mamífero a um gato, mas não me convenci muito ao olhar a foto do animalzinho. De qualquer forma, como vai ser difícil você topar com uma espécie dessas por aí (ao menos que esteja de férias na Indonésia e região), vamos acreditar no diz que diz.

Nunca fiz uma pesquisa mais a fundo sobre este café, mas em termos gerais o que ocorre é que o civeta seleciona na natureza frutos de café (cereja) dos mais doces e maduros para comer, me parece que os frutos são da espécie arábica, mas achei uma controvérsia a esse respeito na internet, para depois excretá-los quase intocados. E isso porque seu organismo não digere a semente do fruto.

Acredita-se que as enzimas no estômago do civeta adiciona um sabor único ao grão do café por conta da fermentação ocorrida durante o processo digestivo. Até já foram realizadas algumas pesquisas por universidades (não me perguntem quais…) que atestaram a modificação de certas qualidades dos grãos após passarem pelo trato digestivo do animal.

Bom, talvez seja melhor nem pensar muito no exótico processo de obtenção e fabricação desse café antes de experimentá-lo, mas é bom citar que depois da coleta as sementes são tratadas, higienizadas, e torradas.

De qualquer forma, acho que a questão principal é se você está disposto a gastar um bom dinheiro para provar esta “iguaria”  já que não é difícil desconfiar que a produção desses grãos é bem limitada o que gera altos preços (aliás, os produtores se orgulham ao afirmar que é o café mais caro do mundo! Ahh o mercado do luxo! Porque é óbvio que tem pessoas que também se orgulham de dizer que só ingerem os alimentos mais caros do mundo).

Se é ou não o mais caro, o fato é que eu sucumbi ao apelo e experimentei. Tenho minhas razões, vai. Desde que resolvi abrir o restaurante criei uma meta de ampliar o meu paladar e provar tudo o que passasse na minha frente. Não que este café pudesse ser servido no restaurante, não consigo imaginar uma fórmula de, dentro do conceito do MIMO, importá-lo e servi-lo com todo o requinte e pompa que seu preço final iria exigir. Mas mesmo assim lá fui eu.

Algumas descrições do produto final diziam que o café seria menos ácido e amargo, teria toques de chocolate e uva. Se eu percebi isso? Não. Mas não tenho treino suficiente, então meu testemunho leigo não seria mesmo poético.

Se eu gostei? Sim, mas gostei mais do retrogosto do que do gosto. No início achei, ao contrário do publicado, bem amargo. Mas esse amargor vai embora logo e o sabor que resta é bem marcante. Se é de chocolate? Eu bem que fiz um esforço para identificar mas não sei dizer. É bem intenso e ocre, até lembra chocolate, mas muitos cafés para mim lembram então não acho que seja este o toque que diferencia este café especificamente. O que me chamou a atenção é que esse retrogosto é bem amplo, pleno, não deixa dúvidas de que você acabou de ingerir um produto com muito sabor.

Tudo bem que não adianta você ter um ótimo grão e não saber fazer o café, e eu o fiz em casa, não tomei um preparado das mãos de um barista especializado (apesar de ter trazido o café da londrina Harrods, não tomei lá… OK, é algo para se arrepender).

Isso pode trazer algumas (para não dizer muitas) diferenças no sabor. Mas mesmo assim valeu a experiência (ou será que estou buscando razões para justificar ter gasto quase 50 libras no pacotinho do café?). Eu diria que é diferente, é saboroso e intenso, mas não é excepcional para um paladar comum como o meu.

Alguém mais quer provar?

 

 

Mimo’s Mimosa

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Uma das coisas a se decidir para a abertura do restaurante são seus dias e horários de funcionamento. A princípio o MIMO irá funcionar de segunda a sábado para almoço e de terça a sábado para jantar (podendo abrir a partir de quinta-feira mais cedo para o happy hour). Só que eu tenho a intenção também de servir brunch. Talvez porque eu adore essa refeição, ou ainda porque adore pãezinhos diversos, petit-fours, café e, o mais importante, beber champagne antes do meio dia (ou, dependendo do sono, se não de manhã ao menos como o primeiro “alimento” do dia)!

E umas das pesquisas que estou fazendo é se devo iniciar o brunch no sábado ou deixá-lo para domingo e, portanto, só para uma segunda fase já que nos primeiros meses a casa estará fechada aos domingos.

Independente das decisões a respeito, como não quero abrir mão do brunch nem da champagne, eu estava pesquisando algumas referências para montar o cardápio e eis que percebo que o drink que ao meu ver tem mais cara de brunch chama MIMOSA! Talvez muitos de vocês já soubessem, talvez, assim como eu, já tivessem bebido mas nunca dado nome à bebida, mas o fato é que champagne (ou vinho branco frisante) com suco de laranja foi apelidado de Mimosa.

A questão é sofisticar aquele desejo de tomar suco natural pela manhã ou na primeira refeição do dia. É um dos drinks mais simples e fáceis de fazer, mas é perfeito justamente porque ingredientes saborosos e emblemáticos não requerem rebuscamento, nem muitas combinações criativas.

Encontrei uma discussão sobre a origem do drink. Teria sido primeiro apresentado no  Hotel Ritz de Paris como uma releitura do londrino Buck’s Fizz ou o próprio Buck’s Fizz (preparado no Buck’s Club londrino – que existe desde 1919) é o coquetel original de champagne e suco de laranja ao invés de champagne, laranja e “grenadine”? Realmente não sei, mas o fato é que o MIMO terá o seu Mimosa!

E nada melhor do que um domingo para testar algumas versões do drink… qual a proporção ideal entre o suco e a champagne, que tipo de champagne ou vinho espumante usar, vale acrescentar alguns outros cítricos, como a tangerina, para criar uma identidade própria? E assim vão as dúvidas e os testes… o resultado será conhecido no primeiro brunch do MIMO!

Assaltando a cesta de frutas do café da manhã!

Quer beber o(s) original(is)? Prepare o cartão de crédito!

Allez, la légend du Ritz… RITZ PARIS

From the Queen’s land… BUCK’S CLUB

E tem até camiseta em homenagem ao drink! Vá lá: AMAZON