Gestão de empresas

Agora oficialmente: 1 ano

Publicado em

mimo1ano

É hoje.

14 de janeiro de 2014.

O MIMO completa oficialmente 1 ano de existência.

Estamos a preparar uma retrospectiva. Não hoje. Hoje é dia de festa! Hoje é dia dos nossos clientes levarem mais um mimo em forma de cupcake para casa e comemorarem com a gente. Hoje é dia de renovar nossa força e existência.

E é dia de desejar a todos os nossos parceiros, clientes, amigos, fornecedores, funcionários, colaboradores, enfim, todos que de uma forma ou de outra participam dessa loucura que é manter um empreendimento nesse Brazilzão, aquilo que desejamos todos os dias para nós mesmos, assim como eternizado por Carlos Drummond de Andrade:

“Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente… Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade.”

A churrasqueira. Fail.

Publicado em

Da empolgação à irritação. Tudo começou quando eu resolvi comprar uma dessas churrasqueiras a gás para colocar na laje da horta do MIMO. Que ambiente acolhedor teremos para reuniões fechadas, pequenos eventos, almoços e jantares degustação: uma mesa ao ar livre, uma horta e uma churrasqueira para finalização de grelhados. Empolguei!

Pesquisei modelos, preços, condições, pré-requisitos e optei pela compra da churrasqueira de fabricação da americana Char-Broil, modelo Silver Red. Sabem como optei por ela? Pelo custo benefício que achei justo e pelo fato do vendedor da loja Center Garbin (revendedor da marca) ter me garantido que a churrasqueira foi feita para ficar ao ar livre.

E eu perguntei: mas ela pode ficar ao tempo mesmo? E ele: sim, você pode colocar uma capa protetora para os dias de chuva, mas ela foi projetada para ficar ao tempo, o uso dela é ao ar livre.

Pois bem, paga a mercadoria, agendaram a entrega e a instalação.

Ontem recebo o simpático rapaz da Char-Broil que vem instalar meu brinquedo novo. Eis que seu semblante muda e assim me diz: mas você não pode colocar essa churrasqueira numa área totalmente aberta, sem nenhuma proteção. Como?!?! Ela é de inox, e o inox ao tempo estraga (bom existem muitos tipos de liga de inox, mas…). Não vamos poder dar garantia, ela vai se deteriorar muito rápido.

Ligamos de volta ao vendedor da Center Garbin que continuou com o mesmo discurso da venda, contrariando o representante da marca. Em quem você acredita nesta hora? Alguns diálogos depois, fiquei com a palavra do representante da Char-Broil, mas relativizei:

OK, então vamos colocar a super capa protetora que vocês dizem que tem e eu assumo que a durabilidade da minha será menor. Vendedor da Center Garbin, você me manda esta capa que você afirma possuir? Sim, mas ela tem um custo. Custo?!? Não, não aceito. Você me vendeu a mercadoria com uma qualidade que ela não tem e agora vai me cobrar o preço da capa que só vai amenizar o meu problema mas não é suficiente para que a Char-Broil me garanta a qualidade do equipamento? Me desculpe, mas acho que mereço essa capa de cortesia. Ou então você leva a churrasqueira embora e me devolve o dinheiro.

O que eles optaram? Por levar embora a churrasqueira. Pois bem. Assim feito. Perdi meu brinquedo, mas não meus princípios de boa-fé numa transação comercial.

Pode ser até que eu adquira novamente a churrasqueira, mas em outra loja, com outro representante melhor orientado, com alguém que entenda as minhas expectativas e necessidades e saiba vender o produto ideal, ou saiba me alertar para os problemas que eu possa vir a ter.

Assim que se é ético, ou não?

Chá de cozinha

Publicado em

Logo após o almoço fui expulsa do meu escritório para finalizarem a pintura lá. Taí a prova.

 

Eu fico perdida de ter que trabalhar fora do meu habitat, e por mais que a cozinha bem me recebeu não consigo terminar nenhuma tarefa administrativa aqui.

Então lá fui eu pras minhas planilhas. Percebi que mesmo já tendo ido 11 vezes na C&C, 6 vezes na Leroy Merlin e 19 vezes na Telha Norte, ainda faltam muitas miudezas de obra para eu comprar.

Antes de levantar da cadeira para ir novamente às compras pensei porque mesmo é que não existe “chá de obra” de restaurante? Porque não?

Semana que vem chega a churrasqueira aqui no MIMO. Eu podia organizar uma festinha e distribuir a seguinte lista de presentes, o que vocês acham?

Capachos para as entradas

Lixeiras plásticas pequenas

Lixeiras plásticas de 80 l

Lâmpadas para áreas de passagens

Spots

Prateleiras para escritório e áreas administrativas

Galões de tinta acrílica

Lixas diversas

Tesoura para jardinagem

Rejunte plástico

Cadeados

Capas plásticas

Puxadores para armários/gavetas

Telefones sem fio

Caixa de Correio

Tapetes para banheiros/vestiário

Caixas Plásticas de organização

 

Aproveitem este oferta única porque os chá de cozinha e chá bar têm uma lista bem mais extensa… Facas, pás, pegadores, tábuas, panelas, frigideiras, caldeirões, copos, abridores, GN’s, por aí vai… Amigos, tudo isso preciso de dezenas.

 

Festejando!

 

O ataque das lagartas

Publicado em

Se me perguntam se eu amo a natureza não vou responder de pronto nem sim nem não, vou perguntar o que querem dizer com isso.

Amo a natureza no sentido que eu mesma faço parte dela (momento egoísta do dia).

Não sou ativista, não sou radical e faço muitas concessões em prol do conforto. No entanto não só amo a natureza como acredito estar cuidando do meio ambiente ao meu alcance quando reciclo meu lixo, uso sacolas retornáveis, compro alimentos orgânicos e locais sempre que possível, não desperdiço água, armazeno água das chuvas para uso geral, não jogo lixo nas ruas, limpo os bueiros da frente do meu imóvel daqueles que não têm a mesma educação em relação ao lixo, e por aí vai.

Mas eis que este meu amor pela natureza foi colocado à prova há umas semanas quando lagartas invadiram a área externa do MIMO. O pior. Não uma nem duas, algumas… E lá fui eu no Google pesquisar: seria uma praga? é normal da época e daqui a pouco terei lindas borboletas sobrevoando o restaurante? devo fazer algum controle? como fazê-lo?

Nem todas as respostas eu achei. Se alguém entender do assunto por favor me dê uma luz, mas pelo visto vou ter sim que me valer de certos controles de pragas nas árvores, afinal esse é um local onde se serve comida e os bichinhos não são exatamente fofinhos, certo?

Pois é. O amor, neste caso, não é cego. E se eu não posso acelerar o processo da natureza e transformá-las logo em borboletas, o amor à natureza só vai sobreviver com esses bichinhos passeando em outro sítio.

 

 

Das coisas que aprendi…

Publicado em

Na obra aprendi:

A instalar torneiras, mas não os sifões;

A colocar tampos de privada, mas não limpá-las;

A fazer faxina de gente grande, à exceção dos banheiros como disse acima;

A usar sarrafos, mas não alicates;

A montar armários de aço, mas não qualquer equipamento que precise de alimentação elétrica;

A identificar tubulações de hidráulica e suas funções, mas não desentupi-las;

A parafusar tomadas e colocar seus espelhos; mas não fazê-las funcionar;

A usar todos os dias cremes para as mãos (que às vezes é azeite – sério mesmo – de oliva e não virgem), mas não a ser vaidosa;

A usar pleonasmos, mas não metáforas;

A falar gritando, mas não ser sarcástica;

A rezar, a suplicar, a aumentar a minha fé.

Amém.

Abrindo um restaurante ainda acho que tinha mesmo é que ter aprendido a fazer um belo carbonara e a identificar um bom vinho só pelo aroma, mas aqui ando só comendo maçã e tomando suco de uva. Quando é mesmo a abertura do MIMO? Louca para pedir a salada de lagosta… (não, ainda não conto do cardápio pra vocês não.)

 

Bom fim de semana. Fiquem com mais uma da playlist do dia.

Ficha técnica

Publicado em Atualizado em

A obra do MIMO está quase chegando em seu termo final e acho que já está na hora de eu dividir com vocês a ficha técnica desse empreendimento.

Ainda vou contar muitos detalhes dessa construção, mas fato é que esse blog começou com o intuito de relatar o nascimento de uma empresa e não somente de uma edificação, assim quero logo voltar a minha atenção ao negócio e já sinto necessidade de passar a régua em alguns assuntos.

Por isso optei por fazer esta ficha técnica de tudo o que foi contratado, construído, elaborado até então, aproveitando para organizar um pouco meus pensamentos sobre o que há por vir.

Muitos, mas muitos comentários cabem sobre cada contratação, quais eu faria de novo e quais não; quais fornecedores me trouxeram dor de cabeça e quais solucionaram os problemas. Por ora vou poupá-los dos comentários para não tornar este post um capítulo interminável.

Se você não está pensando em construir ou reformar pode pular para o fim do post. Caso contrário leia abaixo, mas repito: muitos dos fornecedores eu NÃO CONTRATARIA DE NOVO!

Então, se precisar de indicação, me mande um email antes perguntando minha opinião sobre cada qual, OK?

Projeto Arquitetônico: Triplo R Arquitetura

Projeto de Cozinha: Estillo Arquitetura

Projeto Estrutural: Praxis Engenharia

Projeto de Elétrica e Hidráulica: Ramoska & Castellani

Projeto de Ar Condicionado e Exaustão: MPM Ar Condicionado

Gerenciamento dos Projetos: MAJER Engenharia

Despachante de Projetos: Kensetsu Consultoria e Projetos

Construção Civil: MAJER Engenharia

Arquitetura: Triplo R Arquitetura e Fabiano P. do Amaral

Estruturas Metálicas: Lenz do Brasil

Execução do Sistema de Exaustão: Tuboar Coifas

Câmara Fria: Confriar Câmaras Frigoríficas

Cozinha (Bancadas, Refrigeração): ABC Cook

Equipamentos de Cozinha: Smart Cozinhas (Rational, Everest, Hobart, Filizola)

Geradores: S&S Comércio de Geradores

Monta-cargas: Zenit Elevadores

Seladora a vácuo: Protervac

Luminárias das áreas técnicas: Projeluz Iluminação

Filtros de água: Europa e Begel

Caixas d’água: Aqualimp

Louças, Metais e Materiais de Obra Diversos: C&C e Telhanorte

Ar Condicionado: Uptec (contrato rescindido) e Ar7 Climatização

Vidros e Espelhos: Lamitemper

Portas de madeira: Supermad Wood Center

Esquadrias e Portas Metálicas: SC Esquadrias

Forros de Gesso, Knauf e PVC: A. Visentim

Pisos e Revestimentos: Zaro Revestimentos

Marmoraria: Marmoraria Itaguaçu

Adegas: Art des Caves

Marcenaria: Marcenaria GS e LAARC Arquitetura

Estofados: Aconfortex Cortinas e Estofados

Móveis Escritório: Movesq Móveis para Escritório

Mesas do Salão: Indrigo Móveis e Alucast

Cadeiras: CLAMI Design, Brentwood e OPPA

Consultoria Operacional: Mesa III

Identidade Visual: Texto & Design

Site: João Bill

Sistema de Informática: ALTEC Sistemas

Hardwares e Redes: Idem Informática

Sistema de Som: Empreiteiro Elias

Alarmes e Câmeras de Segurança: Porto Seguro Seguros

Contabilidade: Starmaster

Seguradora: Liberty Seguros

Vigilância e Segurança: Monaco Vigilância

A contratar: Luminárias das áreas sociais, sistema de telefonia, paisagismo, horta, móveis decorativos, Pinturas, utensílios de cozinha, limpeza geral, toldos (esqueci algo? provável…)

Se todos tivessem bem funcionado talvez eu não tivesse chorado tanto as pitangas aqui, mas o fato é que falta pouco agora, certo? A maior lição que tive é a importância e a diferença de um bom gestor de obra, coisa que não tive…

Whatever

Publicado em Atualizado em

Faz um bom tempo que nada escrevo aqui e a desculpa é sempre a mesma: a obra dá três passos um dia e volta dois no outro; chego em casa sem ânimo de narrar o quão frustante é tomar várias decisões para contornar problemas ou erros encontrados na obra.

Mas tenho que ser sincera. Não é verdade que nada importante ou digno de nota acontece. Muitas coisas estão quase prontas. E aí eu diria: o problema é o quase, não? Bem… não. Não! Não mesmo.

Explico.

Ontem fui ao show do Noel Gallangher (quem for da mesma geração que eu vai mentalmente cantarolar Oasis agora) e lá pelas tantas ele solta a música “Whatever” (todo mundo junto agora: I’m free(eeeeeeee) to be whatever I. Whatever I choose. And I’ll sing the Blues if I want).

E um amigo que via o show ao me lado manda: tem um comercial da Coca-Cola com essa música, saca?

Opa, saquei! Saquei que eu tenho sim sorte de ser livre pra ter escolhido a vida que eu queria e que tenho muitas razões pra sorrir, pra cantar e me divertir com a minha obra e todos os passos para a montagem do meu negócio. Piegas? Um pouco, mas saca só você:

  • Para cada azulejo quebrado indevidamente na obra, outros exatos 352 estão revestindo a cozinha dos meus sonhos;
  • Para cada porta e/ou contra-marco recolocado para sanar erro ou descuido, outras 3 vão abrir entrada para um novo ambiente;
  • Para cada ralo que teve que ser realocado por falhas nos projetos e suas conciliações, outros 8 já estão garantindo um perfeito escoamento das águas, com reserva das águas pluviais para reuso sustentável;
  • Para cada parede (logo após construída) desmontada, descascada, esburacada e/ou refeita, outras 10 estacas estão garantindo a fundação do MIMO;
  • Para cada ponto de energia cujo material foi inutilizado e trocado, outros 5 pontos vão iluminar o salão dos meus sonhos.

Isso é pouco? Vou pensar que não.

Leva tempo, muito mais tempo do que o planejado porque ninguém quer pensar em REFAZER tantas coisas feitas a partir dos projetos dos sonhos previamente estudados e formatados.

Mas vá, pelo menos você é livre. Nem que seja livre pra construir em outro país, com outra mão-de-obra, com outra qualidade de materiais, com outra tecnologia…

 

Sempre Coca-Cola. Desculpaê Pepsi, mas sempre…

 

 

Cantando os males espanta.