Homenagem aos amigos

Agora oficialmente: 1 ano

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mimo1ano

É hoje.

14 de janeiro de 2014.

O MIMO completa oficialmente 1 ano de existência.

Estamos a preparar uma retrospectiva. Não hoje. Hoje é dia de festa! Hoje é dia dos nossos clientes levarem mais um mimo em forma de cupcake para casa e comemorarem com a gente. Hoje é dia de renovar nossa força e existência.

E é dia de desejar a todos os nossos parceiros, clientes, amigos, fornecedores, funcionários, colaboradores, enfim, todos que de uma forma ou de outra participam dessa loucura que é manter um empreendimento nesse Brazilzão, aquilo que desejamos todos os dias para nós mesmos, assim como eternizado por Carlos Drummond de Andrade:

“Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente… Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade.”

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Pé na Jaca

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Sou paulistana, filha de pai paulistano e mãe carioca, de avós paulistanos e cariocas, de bisavós portugueses e italianos. Em outras palavras, sou filha típica da cidade grande, criada longe de hortas, pomares, galinhas, porcos…

Meu primeiro contato com frutas e verduras foi na feira certamente, e por mais que eu tenha um pontada de inveja de quem nasceu e brincou no campo, na terra vermelha, no pasto, não sou de não me orgulhar das minhas raízes e do fato de eu ter catado muito tatu bola no jardim do prédio.

Quando criança tive oportunidade de visitar sítios de amigos e participar de algumas excursões escolares para as áreas rurais. Por isso que já colhi amora no pé, vi melancias crescendo na terra, xuxu na cerca, plantações de milho e muita, mas muita cana de açúcar.

Ribeirão Preto, Serrana, Monte Sião, Atibaia, Itu, Piracicaba e São Pedro são algumas das cidades que habitam essas lembranças.

Hoje em dia tenho minha horta de apartamento onde cultivo manjericão, alecrim, sálvia, dois tipos de hortelã, capim limão e lavanda. E dada toda essa minha experiência seria mais justo dizer que eu planto e depois de alguns meses mato minhas ervas.

Mas eis que fim de semana passado fui passear no interior. Bateu uma nostalgia. Seriam de outras vidas?

O passeio estava ótimo até meus conhecimentos serem postos à prova. Falhei ao tentar identificar um pé de goiaba, outro de carambola. E jura mesmo que aquilo é mamão e não jaca?

Pelo menos o MIMO já me deu uma lição: nêsperas, ou ameixas-amarela. O pé tá carregado, lindo de ver. Para que eu não saia colhendo antes da hora (e mate meus clientes já que o fruto jovem tem cianeto – assim diz o Wikipedia) ou deixe as frutas apodrecerem no pé, alguém do interiô não quer vir aqui dar uma ôiadinha?

Ou ainda alguma avó com uma receita imperdível de compota das frutinhas? Belo mimo para os clientes do MIMO não?

 

Ahhh a roça…

 

E já que toquei no assunto, você já ouviu falar de culinária ítalo-caipira? Não? Então suspire fundo porque você está prestes a ser apresentado a um grande restaurante, pilotado por um grande Chef de Cozinha. O recém aberto e ótimo Attimo do Jefferson Rueda.

Faça reserva porque lota. E não é para menos. Comida intensa, com personalidade. Combinações perfeitas para paladares paulistas: remete de forma sofisticada às nossas raízes caipiras e italianas. Ambiente agradável e classudo sem ser esnobe. Sou só elogios. Já almocei e jantei lá, e pretendo voltar sempre que puder.

Grande retorno do Rueda! Parabéns e sucesso à nova casa.

Na certa ele ouviria a música abaixo acompanhado de uma de suas cachaças servidas especialmente na casa.

Whatever

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Faz um bom tempo que nada escrevo aqui e a desculpa é sempre a mesma: a obra dá três passos um dia e volta dois no outro; chego em casa sem ânimo de narrar o quão frustante é tomar várias decisões para contornar problemas ou erros encontrados na obra.

Mas tenho que ser sincera. Não é verdade que nada importante ou digno de nota acontece. Muitas coisas estão quase prontas. E aí eu diria: o problema é o quase, não? Bem… não. Não! Não mesmo.

Explico.

Ontem fui ao show do Noel Gallangher (quem for da mesma geração que eu vai mentalmente cantarolar Oasis agora) e lá pelas tantas ele solta a música “Whatever” (todo mundo junto agora: I’m free(eeeeeeee) to be whatever I. Whatever I choose. And I’ll sing the Blues if I want).

E um amigo que via o show ao me lado manda: tem um comercial da Coca-Cola com essa música, saca?

Opa, saquei! Saquei que eu tenho sim sorte de ser livre pra ter escolhido a vida que eu queria e que tenho muitas razões pra sorrir, pra cantar e me divertir com a minha obra e todos os passos para a montagem do meu negócio. Piegas? Um pouco, mas saca só você:

  • Para cada azulejo quebrado indevidamente na obra, outros exatos 352 estão revestindo a cozinha dos meus sonhos;
  • Para cada porta e/ou contra-marco recolocado para sanar erro ou descuido, outras 3 vão abrir entrada para um novo ambiente;
  • Para cada ralo que teve que ser realocado por falhas nos projetos e suas conciliações, outros 8 já estão garantindo um perfeito escoamento das águas, com reserva das águas pluviais para reuso sustentável;
  • Para cada parede (logo após construída) desmontada, descascada, esburacada e/ou refeita, outras 10 estacas estão garantindo a fundação do MIMO;
  • Para cada ponto de energia cujo material foi inutilizado e trocado, outros 5 pontos vão iluminar o salão dos meus sonhos.

Isso é pouco? Vou pensar que não.

Leva tempo, muito mais tempo do que o planejado porque ninguém quer pensar em REFAZER tantas coisas feitas a partir dos projetos dos sonhos previamente estudados e formatados.

Mas vá, pelo menos você é livre. Nem que seja livre pra construir em outro país, com outra mão-de-obra, com outra qualidade de materiais, com outra tecnologia…

 

Sempre Coca-Cola. Desculpaê Pepsi, mas sempre…

 

 

Cantando os males espanta.

Sexta-feira

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Eu tenho alguns hábitos na sexta-feira.

Começo lendo o jornal pelo encarte/guia “Divirta-se”. Já passei de relance por todas as reportagens antes mesmo de terminar de preparar meu café. Nada como começar o dia planejando o fim de semana, aumentando a lista de filmes a assistir, restaurantes a conhecer, exposições a visitar (ainda que nunca consiga fazer tudo o que gostaria; alguém consegue?).

Sempre mando uma mensagem, via WhatsApp, com o bordão “Thanks God it’s Friday” para um grupo de amigas. Isso quando elas não são mais rápidas e já lotaram de mensagens meu celular antes de eu terminar de lavar minha xícara de café.

Rego as plantas (isso quando não resolvo acordar cedo para ir na Feira de Flores do Ceagesp). Outros dias da semana eu posso até esquecer dessa tarefa e algumas plantas sofrem com isso, mas nunca de sexta-feira!

Vou para a reunião semanal da obra do MIMO, onde, normalmente, todo esse bom humor de pré-início de fim de semana se esvai. Mas hoje não tenho reunião de obra que foi postergada para segunda-feira – uma temeridade já que às segundas o que rege é o mal humor e a impaciência… enfim.

E para finalizar, um hábito das quartas-feiras foi transferido para as sextas, pois afinal não existe dia melhor para isso: vou almoçar com um amigo, sempre em um restaurante diferente que eu escolho (ele é um “gentleman”). Risadas e boa comida garantidos, ou quase sempre, já que às vezes eu escorrego na escolha e nossa vontade é sair correndo e ir até o Bar do Estadão comer um sanduiche de pernil.

Eu não sei se com a abertura do MIMO esse último hábito da sexta-feira vai conseguir se manter. Uma sexta-feira por mês, ao menos? Espero que sim, ele é uma das melhores companhias para quem curte ir a um restaurante, um bon vivant e gourmet apaixonado, que cozinha e recebe muito melhor do que eu quando se inspira em fazer jantares memoráveis em sua casa.

Eu podia já ter escrito sobre alguns desses almoços semanais aqui, mas me custa tentar dar uma de crítica gastronômica num mundo já lotado de tal. Mas vou começar a dividir pequenos momentos sublimes com vocês, como a porchetta que dividimos no Girarrosto; ou o Bellini que tomei em quase um gole no nosso último almoço no Spago para relaxar do stress da obra enquanto mal chegava nossa entrada perfumada de alho.

Hoje? Vamos no Epice. Restaurante que gosto muito e já visitei algumas vezes. Me parece que completou um ano e estão comemorando com um fenomenal menu degustação. A acompanhar.

Voilá! Bom fim de semana a todos!

Garphonic

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Hoje vou me ater a indicar um blog recém lançado bem bacana.

É o Garphonic, a unir dois temas que são paixão de muitos por aí: gastronomia e música (eu incluiria outro item: fotografia. Como um bom blog ele tem belas fotos. Ponto. Até porque quem hoje em dia, com tantos recursos e tanta informação rodando por aí, não é um pouco cozinheiro, DJ e fotógrafo?).

Eu mesmo me arrisco aqui a falar um pouco de tudo já que este é o blog de um restaurante em construção que servirá não só comida como música e um bom papo a seus clientes, certo?

Vou acompanhar! Vá lá e veja você mesmo se os meninos prometem ou não.

Bem-vindos à blogosfera!

Mulheres

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Eu titubeei para escrever este post afinal muitos e muitos textos devem sair hoje publicados homenageando, congratulando,endeusando as mulheres. Muitas delas vão receber rosas de seus colegas de trabalho ou no restaurante que frequentam, e outras muitas serão devidamente felicitadas pelos seus companheiros de vida. Então o que eu poderia agregar? De fato nada, mas eu sou mulher e me sinto compelida a manifestar aqui minha gratidão por outras mulheres que bem diferente de mim sofreram e lutaram para garantir seu lugar ao sol.

A data tem razão histórica de ser e isso já basta para a comemoração. Se o comércio se aproveita para capitalizar em cima disso, paciência, a meu ver não diminui a importância simbólica do dia e as reflexões, que mesmo rasas ou momentâneas, dele são consequentes.

Eu sou uma mulher de sorte. Não tenho sofrido discriminação, não creio que meu salário nunca tenha sido menor dos de homens com a mesma função minha. Nunca sofri violência doméstica e se hoje gosto de “pilotar um fogão” é por mera predileção e não imposição. Talvez tenha tido uma ou outra ocasião em que tive que falar mais “grosso” numa reunião para impor o devido respeito, mas foram exceções e não a regra, e sempre sai satisfeita pois pude rapidamente provar meu valor independente de uma suposta fragilidade física.

Apesar de minha história ser positiva, fato é que ainda hoje tais condições não são uma verdade para todas as mulheres. Não vou levantar aqui a bandeira da total igualdade entre homens e mulheres, pois não somos iguais. E pós movimento feminista muitas mulheres hoje tentam recuperar parte de sua feminilidade perdida… O que se defende – e seria absurdo pensar diferente – é a igualdade de oportunidades, o respeito pelas diferenças e o fim de discriminações baseadas em preconceitos, em estereótipos. Deve-se aplicar um princípio tão básico já defendido por Aristóteles: “Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade”.

Parabéns sim às mulheres. Especial louvor às pioneiras, às inconformadas, às inquietas e lutadoras. E parabéns à minha mãe, cuja vida não foi pautada na mesma sorte nem na mesma igualdade de oportunidades que a minha e nem por isso deixou de construir uma linda história.

Mamãe Mimo

Dia do Advogado

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Pois é, é hoje. Até às 10:00 a.m. já tinha recebido ao menos cinco congratulações por esse dia. Acho que não dá para fugir das minhas origens, né? Mas ao contrário do que possa parecer eu tenho orgulho de ser advogada. Mesmo que não esteja mais na ativa essa minha formação me ajudou muito em todos os aspectos de meu crescimento profissional.

E se apesar de nessa minha nova empreitada o “dia do advogado” significar “cuidado com o pendura”, quero aqui deixar registrado meus parabéns àqueles advogados que levam à sério sua profissão, não se deixam corromper, ainda acreditam na Justiça, trabalham para fazer diferença neste mundo e persistem mesmo enfrentando todos os dias a burocracia burra, a má vontade de todos os lados, os preconceitos, a lentidão do Poder Judiciário e a pequenez de certos debates.

Para todos os outros, cuidado com a ambição e a vaidade! Se bem que esta dica vale se não mais, pelo menos na mesma medida, para este mundo de Chefs estrelados, mídia gastronômica, gourmets e connosseurs, ou estou errada?