Restaurante Rodeio SP

Banana ou Palmito? Os dois, por favor.

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No dia que eu estava revisando alguns dos pratos que pretendo incluir no MIMO, comecei a folhear um antigo livro chamado “A Cozinha Brasileira”. Não sei em que ano foi editado, comprei-o em um sebo e não há qualquer indicação a não ser que é uma publicação da Editora Abril, da Cozinha Experimental de Cláudia (a revista).

E eu adoro ler as “estórias” lá contidas, me transportam para uma época que não vivi, para uma cultura genuína que não tive qualquer contato por falta de familiares vivos. E me dá uma melancolia, quase uma saudade de avós ou bisavós que pudessem ter me contado histórias de fogo e fogão enquanto passavam um café… (não, infelizmente não conheci minhas bisavós e as avós faleceram quando eu era pequena, assim passei pouquíssimos momentos com elas na cozinha).

O que achei curioso é que eu estava pensando sobre bananas e palmitos, ingredientes que adoro e que vão aparecer aqui ou ali em alguns dos pratos do restaurante, quando me deparei com a seguinte narrativa:

“Em compensação, os portugueses gostaram muito das bananas (que não conheciam e apelidaram de palmitos, por serem frutos de uma palma)”

Eu não consigo pensar em semelhanças de sabor, de textura ou de aromas entre palmitos e bananas, acho-os inconfundíveis. E cada um deliciosamente maravilhoso. E mais, acho-os perfeitos combinados em um prato.

Não vou me arriscar a escrever sobre bananas ou palmitos, sobre a presença deles e sua influência em nossa culinária, sobre os regionalismos e diversas apresentações em nosso vasto Brasil. Para isso precisaria de mais tempo de pesquisa e mais espaço para a dissertação.

Mas porque estou testando ideias de como apresentá-los em conjunto no MIMO, comecei a pensar em “pratos” ou “comidinhas” que não troco por outras alternativas senão aquelas em que esses dois ingredientes são os principais protagonistas. E será que da lista abaixo fica clara a minha cultura culinária? Será que a partir daí posso pensar em como apresentá-los aos meus clientes como minhas “confort food”? Vá lá. Olhem a lista:

 

Empadinha: não tem jeito, para mim é de palmito e ponto. Nem adianta querer acrescentar frango ou camarão, quero simplicidade aqui.

(Crédito da imagem: Um Q a 4. Aproveite a receita dada no link, mas eu não testei, não posso opinar)

 

Pastel: O de palmito é o meu preferido, mas o de queijo rivaliza com ele, principalmente se for queijo minas

(Crédito da imagem: Alexandre Silva).

Aliás, você sabia que a Prefeitura de São paulo elege o melhor pastel da Cidade e temos uma bicampeã este ano? Vá lá, porque eu ainda não fui experimentar… Pastel da Dna. Maria

 

Farofa de Banana: Humm, farinha bem tostadinha com pedaços de banana salteados na manteiga, salsinha, cebolinha. Só isso, tudo isso.

(Crédito da imagem: Você é o que come)

 

Salada de palmito: Quando eu era criança achava que salada era tudo o que tinha folha verde, das quais eu não era fã. Qual não  foi a minha alegria quando descobri que salada de palmito tem tão somente palmito! Mesmo o azeite e o sal são dispensáveis para mim.

(Crédito da Imagem: André Barcinski)

 

E a salada de palmito pupunha do Restaurante Rodeio de São Paulo? Para mim o palmito, o arroz biro biro com ovos, e a banana empanada é o céu. Até dispenso a picanha!

(Crédito da imagem: Site do Restaurante Rodeio)