Restaurantes recomendados

Pé na Jaca

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Sou paulistana, filha de pai paulistano e mãe carioca, de avós paulistanos e cariocas, de bisavós portugueses e italianos. Em outras palavras, sou filha típica da cidade grande, criada longe de hortas, pomares, galinhas, porcos…

Meu primeiro contato com frutas e verduras foi na feira certamente, e por mais que eu tenha um pontada de inveja de quem nasceu e brincou no campo, na terra vermelha, no pasto, não sou de não me orgulhar das minhas raízes e do fato de eu ter catado muito tatu bola no jardim do prédio.

Quando criança tive oportunidade de visitar sítios de amigos e participar de algumas excursões escolares para as áreas rurais. Por isso que já colhi amora no pé, vi melancias crescendo na terra, xuxu na cerca, plantações de milho e muita, mas muita cana de açúcar.

Ribeirão Preto, Serrana, Monte Sião, Atibaia, Itu, Piracicaba e São Pedro são algumas das cidades que habitam essas lembranças.

Hoje em dia tenho minha horta de apartamento onde cultivo manjericão, alecrim, sálvia, dois tipos de hortelã, capim limão e lavanda. E dada toda essa minha experiência seria mais justo dizer que eu planto e depois de alguns meses mato minhas ervas.

Mas eis que fim de semana passado fui passear no interior. Bateu uma nostalgia. Seriam de outras vidas?

O passeio estava ótimo até meus conhecimentos serem postos à prova. Falhei ao tentar identificar um pé de goiaba, outro de carambola. E jura mesmo que aquilo é mamão e não jaca?

Pelo menos o MIMO já me deu uma lição: nêsperas, ou ameixas-amarela. O pé tá carregado, lindo de ver. Para que eu não saia colhendo antes da hora (e mate meus clientes já que o fruto jovem tem cianeto – assim diz o Wikipedia) ou deixe as frutas apodrecerem no pé, alguém do interiô não quer vir aqui dar uma ôiadinha?

Ou ainda alguma avó com uma receita imperdível de compota das frutinhas? Belo mimo para os clientes do MIMO não?

 

Ahhh a roça…

 

E já que toquei no assunto, você já ouviu falar de culinária ítalo-caipira? Não? Então suspire fundo porque você está prestes a ser apresentado a um grande restaurante, pilotado por um grande Chef de Cozinha. O recém aberto e ótimo Attimo do Jefferson Rueda.

Faça reserva porque lota. E não é para menos. Comida intensa, com personalidade. Combinações perfeitas para paladares paulistas: remete de forma sofisticada às nossas raízes caipiras e italianas. Ambiente agradável e classudo sem ser esnobe. Sou só elogios. Já almocei e jantei lá, e pretendo voltar sempre que puder.

Grande retorno do Rueda! Parabéns e sucesso à nova casa.

Na certa ele ouviria a música abaixo acompanhado de uma de suas cachaças servidas especialmente na casa.

Sexta-feira

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Eu tenho alguns hábitos na sexta-feira.

Começo lendo o jornal pelo encarte/guia “Divirta-se”. Já passei de relance por todas as reportagens antes mesmo de terminar de preparar meu café. Nada como começar o dia planejando o fim de semana, aumentando a lista de filmes a assistir, restaurantes a conhecer, exposições a visitar (ainda que nunca consiga fazer tudo o que gostaria; alguém consegue?).

Sempre mando uma mensagem, via WhatsApp, com o bordão “Thanks God it’s Friday” para um grupo de amigas. Isso quando elas não são mais rápidas e já lotaram de mensagens meu celular antes de eu terminar de lavar minha xícara de café.

Rego as plantas (isso quando não resolvo acordar cedo para ir na Feira de Flores do Ceagesp). Outros dias da semana eu posso até esquecer dessa tarefa e algumas plantas sofrem com isso, mas nunca de sexta-feira!

Vou para a reunião semanal da obra do MIMO, onde, normalmente, todo esse bom humor de pré-início de fim de semana se esvai. Mas hoje não tenho reunião de obra que foi postergada para segunda-feira – uma temeridade já que às segundas o que rege é o mal humor e a impaciência… enfim.

E para finalizar, um hábito das quartas-feiras foi transferido para as sextas, pois afinal não existe dia melhor para isso: vou almoçar com um amigo, sempre em um restaurante diferente que eu escolho (ele é um “gentleman”). Risadas e boa comida garantidos, ou quase sempre, já que às vezes eu escorrego na escolha e nossa vontade é sair correndo e ir até o Bar do Estadão comer um sanduiche de pernil.

Eu não sei se com a abertura do MIMO esse último hábito da sexta-feira vai conseguir se manter. Uma sexta-feira por mês, ao menos? Espero que sim, ele é uma das melhores companhias para quem curte ir a um restaurante, um bon vivant e gourmet apaixonado, que cozinha e recebe muito melhor do que eu quando se inspira em fazer jantares memoráveis em sua casa.

Eu podia já ter escrito sobre alguns desses almoços semanais aqui, mas me custa tentar dar uma de crítica gastronômica num mundo já lotado de tal. Mas vou começar a dividir pequenos momentos sublimes com vocês, como a porchetta que dividimos no Girarrosto; ou o Bellini que tomei em quase um gole no nosso último almoço no Spago para relaxar do stress da obra enquanto mal chegava nossa entrada perfumada de alho.

Hoje? Vamos no Epice. Restaurante que gosto muito e já visitei algumas vezes. Me parece que completou um ano e estão comemorando com um fenomenal menu degustação. A acompanhar.

Voilá! Bom fim de semana a todos!